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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Captação da poupança cai 47% em 2008, para R$ 17,6 bilhões

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O Que Fazer Nesta Crise?

Toda crise tem sete fases.

Fase 1. Não há problema na economia, diz a autoridade econômica, é tudo boato.
Fase 2. Sim, temos um problema mas tudo está sob controle.
Fase 3. O problema é grave mas medidas corretivas já foram tomadas.
Fase 4. O problema é muito grave mas as medidas emergenciais surtirão efeito.
Fase 5. Pânico geral e salve-se quem puder.
Fase 6. Comissões de inquérito e caça aos culpados.
Fase 7. Identificação e prisão dos inocentes.

Os Estados Unidos e a Europa estão na fase 5. Brasil, China e Índia estão na Fase 3. Precisamos nos proteger contra a possibilidade de chegarmos na Fase 5, quando basta um entrevistado na televisão afirmar “que esta crise é igual ou pior que a de 1929”, como vários já falaram, ou escrever no jornal “as conseqüências da crise chegaram definitivamente no Brasil”, como já foi publicado, e gerar pânico por aqui.

Não, a crise ainda não chegou no Brasil, ainda estamos na Fase 3 e mesmo se crescermos 0% este ano, o que ninguém prevê, toda empresa irá vender a mesma coisa no ano que vem. Sua promoção pode estar em risco mas não o seu emprego.Ademais esta crise nada tem a ver, nem terá, com a severidade da crise de 1929, quando 25% dos trabalhadores perderam seus empregos e que durou até 1940 com 14%. Na pior das hipóteses, o desemprego nos Estados Unidos aumentará 3%, mesmo assim só por 24 meses.Se tivessem líderes administrativos socialmente responsáveis, eles já teriam ido a público garantir que manteriam o nível de emprego de suas empresas nos próximos 12 meses.

Hoje custa mais para se treinar um novo funcionário do que para mantê-lo fazendo algo por 12 meses. Depois que Alan Greenspan e Nouriel Roubini saíram dizendo que a crise era igual à de 1929, todos os americanos pararam de gastar, aumentando sua poupança e prevendo o pior. Ninguém sabe quem serão os 25% de desempregados.

Quando 100% dos consumidores param de gastar por um único mês, cria-se uma espiral recessiva imprevisível. Outra alternativa seria alertar os 3% que talvez sejam demitidos para economizar, para que os 97% possam manter normalmente suas compras evitando a espiral recessiva.Na crise de 1929, 4.000 bancos quebraram, e a mera referência a 1929 como fizeram Greenspan e Roubini, leva pessoas leigas a correr para os bancos, o que aconteceu agora na Europa.

A imprensa perdeu a capacidade de filtrar e processar informação premida pelo tempo exíguo para colocar tudo na internet. Publicam o que vier, especialmente se for notícia ruim.Nenhum banco comercial irá quebrar, nenhum ainda quebrou nos EEUU, e mesmo se forem um ou dois, nada se compara com 4.000.

Bancos sempre quebram mas ninguém percebe. Mesmo se quebrarem, o seu dinheiro, ao contrário de 1929, está no fundo DI e não no Banco. O Fundo DI está no SEU NOME e dos demais cotistas, e se um banco brasileiro quebrar, o que não vai acontecer, seu dinheiro está salvo. No máximo você terá de esperar uma semana para a troca de administrador do seu fundo. O dinheiro está aplicado em títulos do tesouro em SEU NOME, não do Banco.

Deixar o dinheiro onde está é o mais seguro. Se você resgatar o seu fundo DI, o dinheiro cai na sua conta, e se o banco quebrar justo neste dia, você vira um credor do banco. Nossos bancos estão recebendo depósitos dos apavorados estrangeiros. Muita gente em pânico está saldando suas cotas em fundos de ações e o seu gestor é OBRIGADO a vender uma ação mesmo com ela caindo 20% no dia, algo que você jamais faria.

Acionistas majoritários não estão em pânico, nem podem nem querem vender suas ações. Só os minoritários se sentem uns idiotas porque não venderam na “alta”.Não temos bancos de investimento no Brasil. De fato, Roberto Campos implantou neste país este mesmo modelo americano que está ruindo, mas felizmente foi uma lei que “não pegou”.

Problema a menos.Só temos bancos comerciais, e estes são muito bem controlados pelo Banco Central. Além do mais, nossos bancos têm dono, e por isto estão pouco alavancados, 4 a 5 vezes, contra 20 a 25 vezes dos bancos de investimentos americanos. O Brasil não está alavancado. Nossos créditos diretos ao consumidor não passam de 36% do PIB, e devem crescer para 40% no ano que vem.

Os Estados Unidos estão alavancados em 160% do PIB e é esta desalavancagem súbita que está causando problemas.Nosso Banco Central, adotou o que venho alertando há anos a países e famílias - a política de ter reservas para os dias de crise e hoje temos US$ 200 bilhões. Pela primeira vez o Brasil tem reservas para sustentar uma crise duradoura, sem ter que se endividar para cobrir furos de caixa.

Temos um sistema financeiro dos mais modernos e rápidos do mundo implantado devido à inflação galopante dos anos 90. Nos Estados Unidos demora-se duas semanas para se descontar um cheque entre bancos, por isto o sistema travou. Nenhum banco confia em outro banco numa crise destas. Esta é a hora para disseminar a nossa força, as nossas reservas, a competência de Henrique Meirelles, primeiro administrador financeiro (Coppead) a comandar o nosso Banco Central, e já se nota a diferença. Está na hora de mostrarmos ao mundo que como a China e Índia, nós vamos crescer via mercado interno, com produtos populares, tese que há anos venho defendendo.

Esta é a hora de mostrar o que DÁ CERTO no Brasil em vez de conseguir fama no rádio e na televisão mostrando o que poderia dar errado.Lembre-se que os verdadeiros culpados já estão se movimentando para culpar os inocentes, e assim saírem incólumes e mais poderosos.

Stephen Kanitz

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Bovespa despenca 7,59%, a maior queda desde 11 de setembro de 2001; dólar sobe 1,74%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) despencou nesta segunda-feira depois que o Lehman Brothers, quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, anunciou que vai declarar sua concordata.

O Ibovespa, principal indicador do mercado brasileiro de ações, fechou em forte queda de 7,59% e atingiu 48.416,33 pontos. É a maior queda diária desde os atentados ao World Trade Center de 11 de setembro de 2001, quando havia caído 9,17%. Na contramão, o dólar comercial refletiu o temor generalizado dos investidores com a crise mundial e subiu 1,74%, cotado a R$ 1,812 para venda.

Investidores reagiam ao recrudescimento dos temores de crise sistêmica no Estados Unidos, depois de o Lehman Brothers, quarto maior banco de investimento do país, ter pedido proteção contra falência.

O Lehman tinha se colocado à venda para potenciais compradores enquanto lutava para cobrir suas volumosas perdas relacionadas às hipotecas, mas as negociações fracassaram no final de semana depois que as autoridades indicaram que o governo não prestaria socorro à instituição a fim de facilitar a compra.Além disso, o Bank of America fechou um acordo de compra da Merrill Lynch por US$ 50 bilhões, enquanto a seguradora AIG batia à porta do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) pedindo um empréstimo de US$ 40 bilhões.Na semana passada, o governo dos EUA assumiu o controle de duas gigantes hipotecárias, a Fannie Mae e a Freddie Mac.

O fracasso das negociações para a venda do Lehman Brothers nos últimos dias provocou grandes incertezas nos investidores, que temem um movimento semelhante com outros bancos.Os fantasmas da crise voltavam a assombrar o mercado apenas seis meses depois de a quebra do banco americano Bear Stearns ter sido evitada, numa operação costurada pelo Fed que resultou na compra da instituição pelo JP Morgan.

Toda essa crise bancária está relacionada com os problemas no chamado mercado de "subprime" (hipotecas de baixa qualidade), que vieram a público em meados do ano passado."Depois de um ano de crise, chegam notícias como essas. Fica o medo de que ainda haja mais contaminação", disse Kelly Trentin, analista da SLW corretora.Segundo o economista e vice-presidente da SulAmérica Investimentos, Marcelo Mello, bancos como o Lehman Brothers envolveram-se na crise porque, no auge do otimismo com a compra de imóveis, decidiram investir no setor de hipotecas.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que o agravamento da crise financeira nos Estados Unidos não vai interromper o ciclo de crescimento do Brasil.Segundo Mantega, é normal que o mercado esteja nervoso nesta segunda-feira e nos próximos dias. Mesmo assim, a tensão não deve comprometer a economia brasileira.MundoO Banco Central Europeu (BCE) injetou hoje no mercado 30 bilhões de euros (US$ 42,6 bilhões) a uma taxa de juros mínima, chamada de marginal, de 4,3% e com um vencimento de um dia.

Devido às turbulências nos mercados financeiros, desde agosto de 2007, o BCE injetou liquidez adicional em euros e em dólares (neste último caso, em operações conjuntas com o Federal Reserve americano) para evitar escassez de moeda.Na Europa, as principais Bolsas fecharam em queda acentuada. Londres perdeu 3,92%; Paris, 3,78%; Frankfurt, 2,74%; e Madri caiu 4,5%.

Nos Estados Unidos, as Bolsas também tiveram forte recuo. O índice Dow Jones perdeu 4,42% e o Nasdaq, 3,6%.As Bolsas da Ásia e da Oceania fecharam em forte queda. Os mercados na Austrália, Cingapura e Taiwan caíram até 4%. O feriado em alguns países da região reduziu o volume de negócios.

fonte: www.uol.com.br/economia

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Governo quer acabar com superávit primário

O Governo Federal deve publicar, ainda esta terça, 26, portaria determinando que a contabilidade pública passe a adotar as normas contábeis consagradas internacionalmente. Na prática, a portaria acaba com o conceito de superávit primário que é usado pelo governo para contabilizar as receitas frente às despesas gerais, mas sem incluir o pagamento dos juros da dívida pública.

Com essas novas normas contábeis, passam a valer os conceitos de resultado fiscal, hoje chamado de nominal. O objetivo é dar mais transparência à contabilidade pública. A Fazenda quer deixar claro o total de gastos do governo, principalmente com juros, pessoal e Previdência.

O conceito de superávit primário foi introduzido no Brasil em 1991, ainda no Governo Collor, durante as negociações de acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional). A intenção era calcular o montante de recursos que o governo poderia empregar para o pagamento dos juros da dívida.


www.infonet.com.br

Auditoria e práticas de governança corporativa

olta à cena o debate sobre o rodízio de auditores. Desde os escândalos da Enron e da Worldcom, esta é uma das mais polêmicas discussões no campo da governança corporativa. De um lado, vemos ativistas e exaltados, que creditam aos auditores os principais pecados das fraudes corporativas. De outro, temos os próprios auditores, ressaltando as limitações naturais do trabalho e apontando para os custos do rodízio. A verdade, como quase sempre, está em algum lugar no meio deste debate.

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) enfrentou a questão em 2001, por ocasião da publicação da 3 edição do Código de Melhores Práticas. Seguindo sua tradição, o Instituto evitou a trajetória maniqueísta de embarcar num dos lados da disputa, trazendo um diagnóstico mais amplo do problema.

Aparentemente, a relação entre auditores e auditados corre, de fato, o risco de se deteriorar caso não esteja sujeita a um esquema de freios e contrapesos que é a essência de todo o sistema de governança corporativa. Em outras palavras, se as duas partes esquecerem que têm um dever fiduciário com um terceiro que não tem como acompanhar os detalhes do relacionamento, os interesses comuns dos "agentes" podem se sobrepor aos objetivos dos "principais" - ou seja, os acionistas.

Nos EUA, esta deterioração acompanhou a concentração de poder nas mãos dos CEOs e "chairmen" que agiam ao mesmo tempo como atores e como supervisores da relação entre auditor e auditado. No Brasil, a simbiose ocorre com a figura do acionista controlador, que, atualmente, também tem a capacidade de escolher o auditor, embora seus agentes diretos sejam os auditados. Não há uma fiscalização independente que confirme que os interesses da totalidade dos acionistas estejam assegurados.

Por estes motivos, o Código do IBGC recomenda que a renovação do mandato dos auditores, por mais que cinco anos, seja decidida por acionistas que representem a maioria do capital social. O objetivo desta recomendação é assegurar uma avaliação independente do relacionamento entre auditor e auditado. Também existem outras formas de garantir a transparência desta avaliação, tais como submeter a renovação aos acionistas minoritários, aos conselheiros independentes ou externos, ou ao conselho fiscal.

Na época, o IBGC foi duramente criticado por esta recomendação. Afinal, como poderia o órgão que se propõe a ser referência em governança corporativa fazer uma recomendação mais "branda" que o próprio requerimento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)? Esta avaliação cai em dois equívocos importantes. Primeiramente, o Código do IBGC é dirigido a todas as sociedades e não apenas às empresas abertas, reguladas pela CVM. Além disso, a crítica parece surgir exatamente da visão maniqueísta do assunto que o IBGC procura evitar.

Os esforços da CVM em rever a regra do rodízio - e em especial ponderar os custos e os benefícios da regulação -– são incrivelmente saudáveis. Mostram que o regulador do nosso mercado de capitais tem uma compreensão de suas funções muito superior à maior parte de seus congêneres estrangeiros.

É fato que o rodízio é um instrumento que intervém em relações privadas, gerando custo às sociedades. O prazo de cinco anos não tem muita fundamentação científica e pode ser revisto para reduzir custos. Mas também é certo que as soluções encontradas em outros mercados, tais como o rodízio de equipes, não atingem o objetivo apontado pelo IBGC, de introduzir uma avaliação realmente independente na relação entre auditor e auditado.

Entidades de mercado têm legitimidade para colocar suas visões sobre a questão, como também têm a CVM e os ativistas. Mas os atores mais relevantes ainda não foram consultados: os investidores. Não acredito que seja possível concluir com base em análises quantitativas dos balanços publicados, se a medida é boa ou ruim. Pior: os economistas sabem que os números, quando torturados, podem dizer qualquer coisa. O risco aqui é que os dois campos capturem estas informações quantitativas, estatisticamente pouco relevantes, para confirmar suas visões já anteriormente estabelecidas.

O verdadeiro impacto da regulação a respeito da contratação e avaliação de auditores encontra-se na credibilidade do mercado. E isto não pode ser medido pelo número de ressalvas num balanço. Apenas uma análise qualitativa do impacto desta regra do ponto de vista dos interessados finais - os acionistas - é que pode dizer se a regra deve ou não ser revista.

kicker: Os acionistas tambémdevem opinar sobre o rodízio de auditores
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 3) MAURO RODRIGUES DA CUNHA* - Presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) )
www.gazetamercantil.com.br

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Carteiras recomendadas convergem para maior exposição a bens de capital

Por outro lado, cresce ceticismo de analistas frente a setores ligados à expansão do crédito, com ciclo de alta da Selic



SÃO PAULO - Em alta com analistas, os setores de bens de capital e energia destacam-se entre recomendações para este mês de junho. Em contrapartida, expectativas de maior aperto monetário prejudicam a avaliação de curto prazo para segmentos ligados à expansão do crédito.

Ao compararem-se as carteiras sugeridas, é nítida a postura um pouco mais conservadora de analistas frente a setores que obtiveram grande destaque recentemente, como os ligados ao consumo doméstico e à exportação de commodities.

Por outro lado, o destaque positivo dado aos bens de capital segue em linha com os dados divulgados na terça-feira (3) pelo IBGE sobre o mês de abril, que apontam crescimento da produção no setor de 21,0% em 12 meses e 1,6% na passagem mensal.

Reflexo do aperto

Muito deste ceticismo responde a expectativas um pouco menos favoráveis para a concessão de crédito, dado o cenário pouco animador para inflação e a já esperada resposta firme da autoridade monetária brasileira, com previsão de ciclo de alta da taxa básica de juro.

De acordo com analistas do HSBC, os segmentos que dependem diretamente do aumento do crédito para crescer poderão sofrer no curto prazo, dada a opção das autoridades por restringi-lo, a fim de conter a demanda agregada.

Deste modo, a instituição recomenda menor exposição aos setores bancário e varejo, este também pressionado pelo aumento da inadimplência. Foram retirados de sua carteira os papéis de B2W (BTOW3), Unibanco (UBBR11) e MRV (MRVE3).

Divergências: Bancos

Por outro lado, analistas do Unibanco entendem que os ainda bons fundamentos do setor financeiro justificam apostas, com expectativa de reversão do desempenho desfavorável do primeiro trimestre. Destacam os efeitos positivos que o IPO da Visanet poderia ter para os papéis dos recomendados Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4).

No mesmo sentido, a corretora Socopa aposta em bom desempenho do setor financeiro, aumentando a exposição de sua carteira aos papéis do Unibanco (UBBR11), entendendo que os papéis do segmento bancário encontram-se descontados em relação ao restante do mercado.
Consenso: Bens de Capital e Energia

Recomendando aumento da exposição ao segmento de energia, o HSBC entende que "o encerramento do processo de revisão tarifária poderá acelerar o movimento de consolidação no setor", aliado ao forte consumo industrial.

Este também embasa a expectativa positiva em torno das indústrias de bens de capital, que operam em elevados níveis de capacidade instalada. Com esta perspectiva, os analistas da instituição incluíram em sua carteira os papéis de Indústrias Romi (ROMI3) e AES Tietê (GETI4).

Destacando o vigoroso crescimento das encomendas de bens de capital, a corretora Ativa incluiu em sua carteira os papéis da WEG (WEGE3), com importante fornecimento de equipamentos para geração e transmissão de energia, assim como para a Cemig (CMIG4), que inicia processo favorável de reajuste de preços.

No mesmo sentido, os analistas do Unibanco adicionaram a WEG entre suas Top Picks, com expectativas positivas para os resultados do segundo trimestre deste ano.

Para além do curto prazo, os novos projetos relacionados a centrais hidrelétricas e bagaço de cana devem manter forte a demanda do setor de energia por seus produtos. Já a corretora Socopa aposta nos papéis da Iochpe-Maxion (MYPK3) para aproveitar o aquecimento do setor de bens de capital, bem como a retomada do segmento de vagões.

Do portal
www.infomoney.com.br

segunda-feira, 3 de março de 2008

Reforma tributária ou jogo de cena?

Por: Carlos Alberto Sardenberg - Colunista do Portal G1

O governo federal gostaria que ficasse a seguinte imagem nessa questão da reforma tributária: que ele, Lula, fez sua parte, preparando o projeto e enviando para o Congresso.
Se os parlamentares e os governadores estaduais conseguirem aprovar uma reforma, ponto dele, Lula.

Se, ao contrário, não chegarem a um entendimento e a reforma não sair, culpa deles.
Ocorre, porém, que quanto mais se examina a proposta do governo, mais aparecem problemas de origem - problemas que bloqueiam o processo logo na partida.

Everardo Maciel, que foi secretário da Receita Federal nos oito anos de FHC e deixou como sucessor o seu ex-adjunto, levantou um ponto importante. No que se refere aos impostos e contribuições federais, o governo diz que não está criando nada, mas apenas juntando e reorganizando o que já existe. Entretanto, nota Maciel, o novo Imposto sobre o Valor Adicionado Federal (IVA-F) é muito mais amplo que a simples junção dos atuais Cofins e PIS, podendo até mesmo incidir sobre operações financeiras, base da falecida CPMF.

Isso porque, pelo texto de reforma constitucional enviado ao Congresso, o novo IVA-F incidirá sobre “operações com bens e prestação de serviços”. Ora, nota Maciel, não existe na legislação brasileira atual o conceito de “operações” como base de incidência de impostos. Teria de ser criado por lei infraconstitucional depois de aprovada a reforma básica, pelo que os parlamentares teriam de aprovar algo cuja extensão não se conhece.

Sem contar que a novidade vai parar no Supremo Tribunal Federal, que levará anos para decidir, criando mais insegurança tributária.

Além disso, é outro ponto importante, secretários estaduais da Fazenda têm notado que o fundo para compensar estados perdedores é formado com o dinheiro que já é destinado a ressarcir estados e municípios de perdas anteriores.

Ou seja, aparecem detalhes essenciais que inviabilizam a proposta e dão força à tese de que o governo Lula está só fazendo jogo de cena.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Supersimples força empresa a apertar o cinto

Com o aumento real de até 33% da carga tributária devido ao Supersimples, muitos micro e pequenos empresários já estudam alternativas de corte de gastos. No Candinho Assessoria Contábil, um dos maiores escritórios de Santo André, com cerca de 500 clientes, cerca de 70% já estudam cortes nas despesas, investimentos, treinamento e mão-de-obra. Em alguns casos, principalmente no setor do comércio, empresas estão sendo obrigadas a sair do Simples para o Lucro Real para poder transferir créditos do ICMS e não dispensar funcionários. Algumas empresas, porém, estudam trocar parte de seu efetivo contratado por meio da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) por estagiários, o que reduziria custos na folha de pagamento.

Já entre aqueles que migraram para o Supersimples e tem direito à alíquota do INSS da empresa, há casos em que a opção é dispensar funcionários para compensar o fim dos créditos de ICMS, um das exigências da nova lei. “Para não ter que optar pelo Lucro Real, iremos dispensar cinco dos 50 funcionários”, diz o proprietário da Cammini Brasil Alimentação, Napoleão José da Silva, 42.

Outra alternativa encontrada pelas empresas é repassar parte do custo dos impostos ao preço final de produtos e serviços. “Para compensar o aumento de 25% na carga tributária, estamos pleiteando um aumento de 5% no preço do produto no varejo, mesmo sob o risco de perder competitividade. Caso contrário, seremos obrigados a dispensar um dos quinze funcionários”, explica Cláudio Fonseca, 52, diretor da Alinutri Alimentos.

O aumento da carga tributária também afetou os investimentos da empresa. “Estou com um projeto para ampliar minha linha de produção e contratar mais mão-de-obra, inclusive com crédito aprovado na Caixa Econômica Federal, mas tive de adiá-lo por conta do aumento da carga tributária”, afirma Fonseca.

Fonte: UOL

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Planejamento financeiro ajuda a aproveitar a vida. Confira os 10 mandamentos!

SÃO PAULO - Planejar. Essa é a palavra chave para qualquer pessoa que deseja ter uma relação saudável com suas finanças.

No entanto, engana-se quem imagina que planejar é nunca gastar e apenas poupar. "Dinheiro é bom e também foi feito para ser gasto e nos ajudar a aproveitar a vida. No entanto, de nada adianta consumir descontroladamente e sentir um grande prazer imediato, se horas depois a pessoa vai se culpar por ter gasto mais do que poderia", explica a diretora-presidente da Gradual Corretora, Fernanda de Lima.

Em palestra realizada na terça-feira (28) para membros do clube de investimentos Gradual Mulher, Fernanda explicou que com um bom planejamento financeiro é possível descobrir quais gastos estão sendo excessivos e quais hábitos de consumo podem ser alterados para que a pessoa consiga ter uma vida financeiramente tranquila. "Muita gente faz planilha de gastos e se acostuma a fechar o mês no vermelho, sem detectar e modificar os vilões do seu orçamento. Um bom planejamento é aquele em que a pessoa consegue, mensalmente, gastar menos do que a renda que ela têm disponível".

Os dez mandamentosQuem deseja realizar um planejamento eficaz precisa estar atento a situações em que os gastos e a renda não estejam em harmonia, ou seja, situações que levam a gastar mais do que se ganha.Para tornar o planejamento mais fácil de ser realizado, a palestrante elaborou uma lista intitulada "Os 10 mandamentos do Planejamento Financeiro".

Confira as dicas.

1. Procure entender seu padrão de renda - de acordo com Fernanda, muita gente superestima o valor que ganha, seja considerando o salário bruto - ao invés do líquido -, ou considerando como ganho fixo o valor proveniente de um bônus especial, por exemplo. Para conseguir realizar um planejamento eficaz, é preciso considerar apenas o valor real que será recebido em cada mês, e a partir desse valor estabelecer quais gastos poderão ser realizados;

2. Analise para onde está indo seu dinheiro - antes de fazer uma compra o ideal é se questionar para ter a certeza de que o seu dinheiro está sendo bem gasto. Perguntar se você quer, precisa e pode ter o objeto a ser consumido é o primeiro passo. Além disso, vale ainda questionar se a compra vai mudar sua vida. Com respostas positivas, você terá a certeza de estar fazendo uma boa compra;

3. Reflita sobre a qualidade dos seus gastos e reveja hábitos - muitas vezes as pessoas gastam com pequenas coisas e não percebem que, no final de um mês, por exemplo, o valor gasto não é nada pequeno. Se considerarmos o cafezinho após o almoço (cerca de R$ 1,50), no final do mês serão R$ 45 que você nem se deu conta de que gastou. Pode parecer pouco, mas no final do ano a soma será de R$ 540, o suficiente para dar início a um investimento, por exemplo;

4. Faça seguro - apesar de muitas pessoas considerarem o seguro um gasto desnecessário, ele é a garantia de não ter de desembolsar um grande valor não previsto caso aconteça algo inesperado. "O seguro é a mensalização do inesperado, ou seja, você paga mensalmente para não ser pego desprevenido caso você bata o carro, por exemplo. Se isso acontecer e você não tiver seguro, terá que despender para o conserto um valor para o qual não estava preparado. Com o seguro você estará livre desse problema", garante Fernanda;

5. Use crédito de forma consciente - é preciso que as pessoas tenham consciência de que o crédito é um produto financeiro e, portanto, tem custos. Isso não significa que ele seja ruim, e sim que ele deve ser utilizado com responsabilidade, ou seja, é preciso evitar fazer um empréstimo para gastar em coisas que não sejam fundamentais. Fernanda dá outra dica: "Em caso de empréstimo no banco, planeje-se para que as parcelas não sejam superiores a 10% da sua renda mensal";

6. Faça um plano de ação e siga-o à risca - se você está fechando todos os meses no vermelho, pare, reveja seus gastos e mude alguns hábitos. Determine quais gastos devem ser eliminados e quais serão mantidos até que a situação se equilibre e você consiga poupar um pouquinho ao final do mês. Uma vez estabelecidas as alterações, siga-as! Caso seja necessário incluir um novo gasto, por exemplo, não tenha medo de fazê-lo, mas busque alternativas para suprir essa nova despesa do seu orçamento;

7. Comece a poupar e monte reserva de emergência - o ideal é que todas as pessoas possuam um fundo de reserva, ou seja, tenham guardado seis vezes o valor das despesas correntes mensais. Isso significa que para quem gasta R$ 2 mil/mês, é importante manter uma reserva de emergência no valor de R$ 12 mil. "Seis meses é o tempo médio que um executivo demora para conseguir um novo cargo, caso perca seu trabalho. A reserva serve para que as pessoas tenham um respaldo na hora de enfrentar situações não previstas", alerta a especialista;

8. Estabeleça sua estratégia de investimentos - na hora de iniciar um investimento o ideal é estabelecer uma meta. É sempre mais fácil guardar dinheiro se você tem um objetivo em mente, como comprar um carro ou fazer uma reserva de emergência, por exemplo. Também é ideal determinar o valor e um período para ele ser alcançado. Só assim você saberá quanto deve guardar por mês e se policiar para atingir sua meta;

9. Mantenha-se informado e invista continuamente no seu aprimoramento - educação financeira é fundamental para conseguir ter um planejamento eficaz. Saber onde gastar, como poupar e qual a melhor forma de investir são fatores que poderão mudar significativamente sua vida financeira. "Quando a pessoa tem conhecimento, ela consegue bons resultados mesmo sem ter muito dinheiro para investir, por exemplo. Muitas vezes, ela consegue juntar mais dinheiro do que aqueles que guardam maiores valores, mas não sabem como poupar";

10. Continue poupando e aproveite a vida... - poupar é fundamental. Guardar uma quantia que lhe garanta uma vida e um futuro tranquilo é muito importante. No entanto, não vale a pena só guardar e não aproveitar as coisas boas que o dinheiro pode oferecer. "Dinheiro não traz felicidade, são as coisas que ele proporciona que trazem. Isso inclui estabilidade financeira e tranquilidade. Uma pessoa com um bom planejamento é aquela que sabe gastar em boas coisas, mas também sabe poupar para não precisar se preocupar no futuro", garante Fernanda.

Fonte: UOL Economia

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Antes de comprar, pense no quanto precisa trabalhar para pagar a conta

Comprar muito ou pouco: essa é a questão. Em uma sociedade como a atual, a pressão para comprar vem de todos os lados, e é cada dia mais difícil resistir. Afinal de contas, desde a mídia até os amigos e família, todos parecem enaltecer o hábito de consumir e seu impacto sobre como o resto do mundo nos enxerga.

Porém, nessa hora você tem que ser inteligente e mostrar que pode resistir às tentações do consumo. A não ser que seja um multimilionário que não tem que se preocupar com o seu orçamento e seu planejamento financeiro, saber comprar hoje pode ser o diferencial entre um futuro tranqüilo ou incerto.

Você realmente precisa disso?
A primeira pergunta que você deve fazer na hora em que a tentação lhe parecer irresistível é: "será que eu realmente preciso deste bem ou serviço?" A cada dia o ser humano parece criar novas necessidades, muitas das quais realmente podem ser colocadas em segundo plano, se você pensar bem a respeito.

O objetivo não é evitar comprar, que certamente pode nos trazer felicidade e nos aproximar de nossos sonhos, mas sim garantir que isso seja feito de forma racional. Antes de comprar, tente colocar a aquisição em perspectiva, principalmente se você teve que trabalhar duro para ganhar o dinheiro que será gasto.

Horas de trabalho: uma boa medida
Para tornar o ato de comprar mais inteligente, porque não comparar o preço do bem que está adquirindo com o que você ganha? A melhor forma de fazer isso é calcular quanto tempo você teve que trabalhar para ter dinheiro suficiente para fazer esta compra. Caso compre financiado, a conta é ainda maior, já que você provavelmente pagará juros.

Nada melhor do que um exemplo prático para facilitar. Vamos imaginar que você precisa de um carro para trabalhar. Isso provavelmente já responde à primeira pergunta, já que o carro não só aumenta o seu conforto, mas também pode facilitar a tarefa de ganhar dinheiro.

Suponha que você comprou um carro zero por R$ 25 mil. No entanto, além de considerar quanto custa o carro, você também tem que levar em conta quanto irá gastar todos os meses em manutenção.

Vale todo esse esforço?
Os dados mostram que a estimativa de gasto mensal com esse automóvel, incluindo não somente a manutenção como também a perda de valor do veículo, chega perto de R$ 940 por mês. No entanto, fica mais fácil entender o verdadeiro peso deste carro no seu orçamento, quando você compara o que irá gastar com sua renda.

Supondo que você ganhe R$ 5.000 ao mês, somente as despesas com o veículo equivalem a cerca de cinco dias de trabalho, ou seja, você terá que trabalhar praticamente uma semana ao mês somente para pagar o carro. Sobram três semanas para você juntar dinheiro para pagar todas as outras contas e ainda poupar algo.

A decisão de comprar ou não este automóvel, no entanto, depende de você. O que você deve ter claro é que o fundamental é tomar esta decisão de forma racional, conhecendo o impacto que ele irá trazer ao seu orçamento.

Este exemplo pode ser usado não somente para bens de alto valor, mas também para produtos de preço mais baixo. É na hora de comparar o valor da compra, com quanto tempo você terá que trabalhar para pagar por ela, que você terá a real percepção de se está ou não realizando um bom negócio.

Fonte: InfoPessoal

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Poupar diminui estresse e faz bem à saúde

Olá pessoal... vejam aí que informações interessantes
que encontrei.

"Não existe segredo para se acumular um patrimônio: basta
gastar menos do que se recebe. Por mais simples que seja a receita do sucesso
financeiro, a realidade mostra que apenas uma minoria consegue segui-la à
risca. A idéia aqui não é que você se transforme
em um pão duro ou deixe de aproveitar a vida, mas sim que reveja os seus
hábitos, para se transformar em um poupador bem-sucedido.


Viver com menos do que você recebe não é impossível.
O grande problema é que a maioria das pessoas não está
disposta a fazer os ajustes necessários. Afinal, para que o sacrifício
se, no mundo atual, o fácil acesso ao crédito permite que se aproveite
a vida ao máximo, comprando os últimos eletrônicos, indo
aos restaurantes da moda etc?


Mais poupança, menos estresse!Se você não
consegue ver as vantagens de abrir mão de alguns prazeres do presente
para poupar, talvez se convença com o seguinte argumento: poupar diminui
o estresse!


Já pensou como seria bom chegar ao final do mês, sem ter que fazer
uma ginástica orçamentária para manter suas contas em dia,
ou então ter dinheiro guardado para aqueles gastos extraordinários
que, apesar do nome, parecem ocorrer todos os meses?


Quem é que já não se pegou reclamando do estresse da vida
diária? O mal, bastante comum, sobretudo nos grandes centros urbanos,
afeta boa parte da população e poderia ser reduzido, se as pessoas
dedicassem ao menos parte do tempo e energia que dedicam ao consumo a uma outra
tarefa: o planejamento financeiro.


Compre antes, pense depois!

Infelizmente, hoje em dia ninguém quer esperar para comprar em alguns
meses aquilo que pode ter hoje financiado. De certa forma, ter o quanto antes
passou a ser o objetivo da maioria. Afinal, é desta forma que você
demonstra para os seus amigos, familiares e colegas de trabalho o seu sucesso.


Segundo o psicólogo Paulo Minsky, especializado na relação
das pessoas com dinheiro, por mais que se preocupem em acumular algum tipo de
patrimônio, o temor de parecer "não ter o suficiente",
muitas vezes força as pessoas a quererem antecipar ao máximo a
realização de sonhos de consumo.


O que acaba sendo esquecido é que não existe forma de realizar
mais rápido e de forma financeiramente eficiente um sonho do que planejando.
É por isso que a educação financeira traz bons retornos:
porque permite que você entenda os benefícios de poupar, antes
que seja tarde demais.


Crédito não é problema, falta de planejamento
é!


Não há nada de errado em tomar dinheiro emprestado, desde que
essa decisão seja planejada. Minsky afirma que, no mundo atual, a competência
das pessoas é avaliada com base naquilo que possuem, o que, freqüentemente,
faz com que tomem decisões erradas para o nosso dinheiro.


O pior é que essa cultura já foi assimilada pelos jovens, que
hoje em dia se endividam mais facilmente que os de gerações anteriores,
onde o consumo não era tão valorizado. A mentalidade geral parece
ser: gaste antes, pense depois! Por isso, fique esperto!


Não é de surpreender, portanto, que o número de casos
de devedores compulsivos esteja aumentando. Afinal, para amenizar o estresse
da vida moderna e as próprias preocupações financeiras,
muitas pessoas vão às compras, criando um círculo vicioso
no qual compram quando estressadas, o que aumenta suas dívidas, e, conseqüentemente
o próprio estresse.


Ainda que concorde que, de maneira geral, não ter dívidas seja
psicologicamente mais saudável, Minsky afirma que existem situações
em que ter dívidas é saudável. Este é o caso, por
exemplo, de uma pessoa que quer abrir o seu próprio negócio e,
por medo de emprestar dinheiro, opta por não fazer nada. Nesse caso,
a pressão de não ter o seu próprio negócio pode
ser maior do que a de levantar dívidas: mas Minsky alerta que tudo depende
da sua percepção de risco.


Saúde em primeiro lugar

De maneira geral, contudo, o psicólogo orienta para os riscos emocionais
de quem quer ter tudo. Como o dinheiro é um recurso limitado, pois até
mesmo para os empréstimos existem limites, essas pessoas provavelmente
não conseguirão realizar todos os seus sonhos de consumo e ficarão
frustradas com o processo.


Não é a toa que, segundo Minsky, na última década,
a maior queixa emocional das pessoas seja a ansiedade. Em parte ela está
associada ao consumo por impulso, e às dificuldades financeiras enfrentadas
pelas pessoas. Assim, se até agora você não conseguiu se
convencer das vantagens de poupar, tendo em vista a sua saúde financeira,
pode valer a pena refletir sobre a sua saúde."


Fonte: InfoMoney

terça-feira, 3 de abril de 2007

Nova conta-salário permitirá que trabalhador negocie tarifas e serviços

A nova conta-salário, que entrou em vigor nesta segunda-feira (02), permite
que o trabalhador negocie tarifas e serviços, segundo a técnica
de proteção e defesa do consumidor do Procon-SP, Renata Reis.

Conforme divulgou a Agência Brasil, entre os possíveis benefícios,
Renata aponta menores encargos para a contratação de crediários,
empréstimos pessoais e cheque especial.


Escolha da instituição

"O consumidor vai estar armado para mexer com o mercado. Por isso, tem
que pesquisar, verificar qual o seu perfil e qual a instituição
que melhor se adequa, que tem preços mais convidativos", orienta
a técnica.


Ainda segundo a especialista, na hora de escolher o banco, é preciso
verificar as tarifas cobradas para a manutenção da conta, apurar
as vantagens dos pacotes de serviços e ficar atento aos percentuais de
encargos e juros pré-fixados, no caso de empréstimo pessoal e
cheque especial.


Principal mudança

A conta-salário, criada em 2000, permitia que o patrão negociasse
com o banco como seria o pagamento (em conta salário ou conta corrente
comum) do funcionário, que era obrigado a seguir a determinação,
sem poder negociar serviços e tarifas.


"Todas as vantagens que o correntista teria eram usufruídas pela
própria empresa, que negociava sua folha de pagamento com o banco",
admite o superintendente de projetos especiais da Federação Brasileira
de Bancos (Febraban), Jorge Higashino.


Segundo Higashino, com a nova conta-salário, o trabalhador não
fica mais vinculado ao banco que o patrão negociou, podendo escolher
o que presta um serviço melhor, tem melhores tarifas ou tem uma rede
que atende às suas necessidades.


Benefício ainda não vale para todos

Apesar das vantagens, nem todos os trabalhadores terão direito à
nova conta-salário já a partir desta segunda. Para alguns, o benefício
só começará a valer em 2009 e para outros, somente em 2012.


Neste primeiro momento, o pagamento em conta-salário só será
obrigatório para empresas privadas que tenham negociado suas folhas de
pagamento depois de 05 de setembro de 2006. Para os acordos anteriores, o prazo
vence em 02 de janeiro de 2009.


Para o servidor público, a regra é outra: se o contrato entre
o patrão e o banco foi fechado depois de 21 de dezembro de 2006, o trabalhador
só terá direito à escolha a partir de 2012.


Já para os contratos anteriores a essa data, há duas possibilidades:
os que forem adaptados às novas regras até 31 dezembro de 2008
terão o prazo para a conta-salário em 02 de janeiro de 2012 e
os que não forem, em 02 de janeiro de 2009.


Fonte: InfoPessoal

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Conta-salário: transferência do dinheiro passará a ser gratuita nesta segunda

A partir desta segunda-feira (02), transferir o dinheiro da conta-salário para o banco de sua preferência passará a ser gratuito, de acordo com as Resoluções 3.402 e 3.424 do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Cabe lembrar que a medida vale para os contratos de pagamento de salário feitos depois do dia 05 de setembro de 2006, por empresas privadas. Para os realizados antes disso, o prazo para a adaptação dos bancos vence apenas em 02 de janeiro de 2009.

Regras
De acordo com as novas regras, os trabalhadores do setor privado poderão transferir o dinheiro do banco em que sua empresa deposita o salário para alguma conta em outra instituição financeira, automaticamente e sem nenhum custo. A única exigência é que a pessoa seja titular das duas contas.

Quem quiser movimentar o salário no próprio banco escolhido pela empresa também poderá fazê-lo de maneira gratuita. Entretanto, só estão liberados cinco saques mensais, duas consultas de saldo e dois extratos.

O uso de talões de cheque, os depósitos que não venham da própria empresa do trabalhador e outros serviços não estão liberados.

Fiscalização
Segundo a técnica de proteção e defesa do consumidor do Procon-SP, Renata Reis, ainda não é possível saber se haverá a cobrança de tarifas caso os limites de movimentação sejam extrapolados ou se o cliente será impedido de fazer as movimentações.

"O Procon-SP passará a monitorar as contas-salários e, caso o consumidor tenha algum problema, pode procurar a entidade, sua empresa ou o banco responsável", esclarece a técnica.

Possibilidade de escolha
Conforme divulgou a Agência Brasil, a idéia é dar ao trabalhador a opção de escolher o banco com o qual quer trabalhar, sem pagar CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira) e outras tarifas.

"Queremos que os bancos corram atrás dos cidadãos, e não que estes fiquem pedindo favores às instituições financeiras", argumentou o ministro da Fazenda, Guido Mantega

Giovanna Rodrigues
InfoMoney

sexta-feira, 30 de março de 2007

Brasil tem carga tributária da Bélgica, mas serviços da Índia

A carga tributária brasileira é similar à da Bélgica, enquanto que os serviços públicos oferecidos são como os da Índia, comparou o tributarista Paulo Carnaúba.

Isso significa que os brasileiros pagam como um país de primeiro mundo em impostos para o governo, enquanto que a retribuição do Estado para a população é falha, já que não temos serviços adequados, como acontece na Índia.

"Nos países europeus, por exemplo, a carga tributária é similar a do Brasil, mas a população não precisa investir pesadamente em escolares particulares, seguros de saúde, sistemas de segurança e etc. Nesses países, o governo devolve o dinheiro dos impostos em bons serviços públicos", disse Carnaúba.

Problema é retribuição
Ainda de acordo com ele, a alta carga tributária brasileira não é o principal problema para entrave do crescimento do Brasil, como apontaram os consumidores ouvidos pela 13ª Sondagem das Expectativas do Consumidor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mas, sim, o que é feito com o dinheiro arrecadado.

"Se houvesse a justa retribuição deste dinheiro arrecadado pelos governos em saúde, educação e infra-estrutura, desobrigando a população a arcar com estes custos, não haveria tamanha indignação", afirmou o tributarista.

Sondagem
Segundo a pesquisa da FGV, os consumidores acreditam que, se não fossem a corrupção e os impostos, o Brasil poderia crescer mais. De acordo com a Agência Brasil, o total de respostas apontadas para ambos os pontos foram de, respectivamente, 38,9% e 33,8%.

O quesito "corrupção" entrou no grupo de fatores não-econômicos que exercem influência negativa sobre o crescimento do País. Depois dele também foram lembrados pelos consumidores nível educacional (21,9%), segurança pública (14,7%) e estrutura político-administrativa (8,3%).

Flávia Furlan Nunes
InfoMoney

quinta-feira, 29 de março de 2007

Digitar senha ao contrário não aciona polícia, diz Febraban

Cuidados contra roubos em caixas eletrônicos continuam os mesmos. Entidade afirma que informação que circula na internet é 'lenda urbana'.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou nota nesta segunda-feira (12) afirmando que é falsa a ''lenda urbana'' divulgada pela internet que afirma que a digitação invertida da senha em caixas eletrônicos envia mensagem à polícia. Segundo a entidade, não existe possibilidade técnica de se realizar tal procedimento.

A Febraban alerta que as recomendações de segurança para quem usa terminais de auto-atendimento continuam as mesmas: manter o corpo próximo do terminal na hora de digitar a senha, usar caixas eletrônicos em locais de grande movimento, preferencialmente em ambientes internos (como shopping centers), e tentar fazer as operações em horário comercial.

Ajuda de estranhos
A entidade afirma que o usuário também deve evitar aceitar a ajuda de estranhos e usar a tecla ''anula'' ou ''cancela'' toda a vez que não concluir uma operação. Em caso de retenção do cartão no caixa automático, o cliente deve tentar recuperá-lo imediatamente, usando telefones de emergência geralmente instalados ao lado das máquinas.

Outra medida de segurança é evitar o saque de grandes valores em dinheiro. Em transações de altos valores, a Febraban recomenda o uso de meios eletrônicos de transferência, como os DOCs.

Fonte: G1

Finanças pessoais: você sabe efetivamente quais são suas receitas?

Você sabe exatamente quanto ganha? A pergunta pode parecer simples, mas
muita gente tem apenas uma estimativa de suas receitas mensais, que são
o ponto de partida na preparação de um orçamento. Suas receitas
lhe dão a primeira pista para descobrir que limite as suas despesas podem
atingir.

E receita não se resume somente a salários. Além do que
recebemos mensalmente, devemos adicionar todas as demais remunerações,
que vão desde férias e 13º salário, até rendimento
de juros ou aluguéis. Portanto, identifique as origens de recursos e
chegue a uma média mensal.


Média mensal

Como as receitas não são, na maior parte dos casos, distribuídas
de forma equilibrada ao longo do ano - mas as despesas tendem a ser - o melhor
é obter uma média mensal de quanto você ganha. Afinal de
contas, você não pode começar seu orçamento tomando
como base as receitas de dezembro, "infladas" pelo 13º salário,
senão seu orçamento certamente irá estourar...


Essa média deve levar em conta pelo menos os últimos 12 meses.
No entanto, períodos maiores podem ser mais eficazes, principalmente
para quem trabalha com remuneração variável. Nesses casos,
o maior peso de receitas extraordinárias (que não tendem a se
repetir) justifica o cuidado.


Organize as receitas em grupos

Além de incluir todas as suas fontes de renda, é importante buscar
segregá-las em blocos. Isso vai ajudá-lo muito na hora que quiser
prever o que acontecerá com sua renda nos próximos meses.


Por um lado, você pode ter uma boa percepção de qual será
o seu rendimento a partir do trabalho, não esquecendo de contabilizar
também o quanto receberá de férias e décimo terceiro.
Muito cuidado, porém, na hora de levar em conta as bonificações:
como são variáveis, não podem ser incluídas nas
previsões de sua renda mensal. Contabilize somente aquelas que já
recebeu.


Se os números estiverem segmentados, também ficará mais
simples saber o que irá ocorrer com seus outros rendimentos. Será
que o que você recebe de juros irá cair? E o aluguel? Portanto,
separar bem as categorias de receitas pode facilitar bastante o processo de
montar um orçamento.


Evite erros comuns

Um erro comum, na hora de avaliar as receitas, é esquecer dos impostos
e taxas. Para determinar o nosso poder de compra, o que realmente vale é
a receita líquida: devemos excluir quaisquer impostos ou taxas.


Por fim, não esqueça: limite de cheque especial e cartão
de crédito não são fontes de renda. Muito pelo contrário,
trata-se de dinheiro tomado emprestado que, como tal, tem um custo. Ao invés
de obter uma fonte de receita, você pode acabar arranjando outra despesa.


Fonte: InfoPessoal