Por outro lado, cresce ceticismo de analistas frente a setores ligados à expansão do crédito, com ciclo de alta da Selic
SÃO PAULO - Em alta com analistas, os setores de bens de capital e energia destacam-se entre recomendações para este mês de junho. Em contrapartida, expectativas de maior aperto monetário prejudicam a avaliação de curto prazo para segmentos ligados à expansão do crédito.
Ao compararem-se as carteiras sugeridas, é nítida a postura um pouco mais conservadora de analistas frente a setores que obtiveram grande destaque recentemente, como os ligados ao consumo doméstico e à exportação de commodities.
Por outro lado, o destaque positivo dado aos bens de capital segue em linha com os dados divulgados na terça-feira (3) pelo IBGE sobre o mês de abril, que apontam crescimento da produção no setor de 21,0% em 12 meses e 1,6% na passagem mensal.
Reflexo do aperto
Muito deste ceticismo responde a expectativas um pouco menos favoráveis para a concessão de crédito, dado o cenário pouco animador para inflação e a já esperada resposta firme da autoridade monetária brasileira, com previsão de ciclo de alta da taxa básica de juro.
De acordo com analistas do HSBC, os segmentos que dependem diretamente do aumento do crédito para crescer poderão sofrer no curto prazo, dada a opção das autoridades por restringi-lo, a fim de conter a demanda agregada.
Deste modo, a instituição recomenda menor exposição aos setores bancário e varejo, este também pressionado pelo aumento da inadimplência. Foram retirados de sua carteira os papéis de B2W (BTOW3), Unibanco (UBBR11) e MRV (MRVE3).
Divergências: Bancos
Por outro lado, analistas do Unibanco entendem que os ainda bons fundamentos do setor financeiro justificam apostas, com expectativa de reversão do desempenho desfavorável do primeiro trimestre. Destacam os efeitos positivos que o IPO da Visanet poderia ter para os papéis dos recomendados Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4).
No mesmo sentido, a corretora Socopa aposta em bom desempenho do setor financeiro, aumentando a exposição de sua carteira aos papéis do Unibanco (UBBR11), entendendo que os papéis do segmento bancário encontram-se descontados em relação ao restante do mercado.
Consenso: Bens de Capital e Energia
Recomendando aumento da exposição ao segmento de energia, o HSBC entende que "o encerramento do processo de revisão tarifária poderá acelerar o movimento de consolidação no setor", aliado ao forte consumo industrial.
Este também embasa a expectativa positiva em torno das indústrias de bens de capital, que operam em elevados níveis de capacidade instalada. Com esta perspectiva, os analistas da instituição incluíram em sua carteira os papéis de Indústrias Romi (ROMI3) e AES Tietê (GETI4).
Destacando o vigoroso crescimento das encomendas de bens de capital, a corretora Ativa incluiu em sua carteira os papéis da WEG (WEGE3), com importante fornecimento de equipamentos para geração e transmissão de energia, assim como para a Cemig (CMIG4), que inicia processo favorável de reajuste de preços.
No mesmo sentido, os analistas do Unibanco adicionaram a WEG entre suas Top Picks, com expectativas positivas para os resultados do segundo trimestre deste ano.
Para além do curto prazo, os novos projetos relacionados a centrais hidrelétricas e bagaço de cana devem manter forte a demanda do setor de energia por seus produtos. Já a corretora Socopa aposta nos papéis da Iochpe-Maxion (MYPK3) para aproveitar o aquecimento do setor de bens de capital, bem como a retomada do segmento de vagões.
Do portal www.infomoney.com.br
Esse blog tem o intuito de proporcionar conhecimentos e informações relevantes ao campo da Administração!
Lembrando que estamos sempre abertos a dicas e opiniões que ajudem nosso blog a tornar-se cada vez melhor!
sexta-feira, 6 de junho de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Profissionais muito qualificados podem ter de aceitar salário incompatível
A empregabilidade do profissional muito qualificado depende do cenário econômico pelo qual passa o País. Em época de vacas magras, é possível que encontremos alguém com doutorado e experiência internacional reclamando do fato de que está à procura de um emprego há mais de seis meses, e que nada encontra.
Na sua consciência, você sabe que não é verdade. Uma pessoa com um currículo desses não pode simplesmente não achar emprego! Você está, provavelmente, certo. De acordo com o responsável pela pesquisa salarial da Catho, Mário Fagundes, as empresas raramente descartam um profissional overqualified (superqualificado) porque acreditam que não irão conseguir pagar por ele.
"A maioria das companhias pensaria: opa, vamos aproveitar esse candidato. Vamos contratar o pós-graduado e pagar salário de graduado", explica. Mas é claro que isso não pode ser generalizado. Além disso, em um bom momento econômico, como o que estamos vivendo agora, as empresas sofrem com escassez de mão-de-obra qualificada, pagando muito bem por ela. "É o caso do setor de engenharia", acrescenta.
Salário incompatível e falta de motivação
A conclusão que se chega é de que alguém superqualificado não passa grandes dificuldades para encontrar emprego. Porém, muitas vezes, diante de um cenário econômico ruim, ele pode ter de aceitar cargos mais baixos na hierarquia e salários menores, que não são compatíveis com seu know-how.
Não se trata propriamente de uma injustiça, uma vez que a contratação é uma via de mão dupla: as duas partes concordam com os termos da relação empregatícia. O problema é que isso pode ocasionar a falta de motivação por parte do profissional. "Vai chegar um momento em que ele irá notar que a contribuição que dá à empresa é desproporcional com seu salário".
Outra hipótese é a de que a organização o contrate para um cargo que não necessite tanto conhecimento ou experiência. "No processo seletivo, é comum as empresas exigirem qualificações e competências que vão além daquilo que é importante para a função. Isso ocorre em menos de 50% das vezes, mas é comum", adverte o gerente da Page Personnel (unidade de negócio do grupo Michael Page International), Igor Schultz.
O contratado costuma ter expectativas em relação ao trabalho que jamais serão cumpridas. "Como é muito qualificado, geralmente o profissional espera ser mais estratégico. Mas, se as atividades desenvolvidas não requererem tanta teoria, sendo mais operacionais, ele fica desmotivado. Às vezes, deixa a empresa", explica.
Idade e o mito do preconceito
Não existe preconceito por parte das empresas com relação ao overqualified, mas pesquisas indicam que há preconceito com relação à idade. "No entanto, a idade não tem uma relação direta com a qualificação e a experiência profissional", pondera o responsável pela pesquisa salarial da Catho, que ainda conclui: "a empregabilidade dos mais velhos qualificados é maior do que dos mais velhos com menos escolaridade".
O gerente geral da área de cursos da Catho, Rodolfo Ohl, concorda. "Não há preconceito. O profissional de Recursos Humanos do Brasil tem a mentalidade aberta. A questão, independentemente da qualificação, é se o candidato ao emprego é a peça-chave que a empresa procurava para completar seu time".
Quanto ao preconceito, por parte do contratante, originado da insegurança de ter que trabalhar com alguém que possa demonstrar mais capacidade, crescendo, desta maneira, na hierarquia, somente ocorre quando a organização é muito atrasada (ou o chefe que participa do processo seletivo é muito inseguro). "Bill Gates uma vez disse que sempre procurava contratar pessoas mais inteligentes do que ele. O empresário também disse que uma empresa é formada por constelação, e não por estrelas isoladas", lembra Ohl. Não tenha medo de investir na carreira.
A dica de Fagundes é: não tenha receio de investir na carreira. "Para ter sucesso profissional, são necessárias duas coisas: fazer o que gosta e ser o melhor naquilo que faz. E para ser o melhor, é preciso ter técnica, conhecimento teórico, formação", sublinha. "Em algum momento da conjuntura econômica, o superqualificado pode se sentir um pouco injustiçado, mas, sem dúvida, a qualificação é um investimento futuro".
Do portal UOL Economia (www.uol.com.br/economia)
Na sua consciência, você sabe que não é verdade. Uma pessoa com um currículo desses não pode simplesmente não achar emprego! Você está, provavelmente, certo. De acordo com o responsável pela pesquisa salarial da Catho, Mário Fagundes, as empresas raramente descartam um profissional overqualified (superqualificado) porque acreditam que não irão conseguir pagar por ele.
"A maioria das companhias pensaria: opa, vamos aproveitar esse candidato. Vamos contratar o pós-graduado e pagar salário de graduado", explica. Mas é claro que isso não pode ser generalizado. Além disso, em um bom momento econômico, como o que estamos vivendo agora, as empresas sofrem com escassez de mão-de-obra qualificada, pagando muito bem por ela. "É o caso do setor de engenharia", acrescenta.
Salário incompatível e falta de motivação
A conclusão que se chega é de que alguém superqualificado não passa grandes dificuldades para encontrar emprego. Porém, muitas vezes, diante de um cenário econômico ruim, ele pode ter de aceitar cargos mais baixos na hierarquia e salários menores, que não são compatíveis com seu know-how.
Não se trata propriamente de uma injustiça, uma vez que a contratação é uma via de mão dupla: as duas partes concordam com os termos da relação empregatícia. O problema é que isso pode ocasionar a falta de motivação por parte do profissional. "Vai chegar um momento em que ele irá notar que a contribuição que dá à empresa é desproporcional com seu salário".
Outra hipótese é a de que a organização o contrate para um cargo que não necessite tanto conhecimento ou experiência. "No processo seletivo, é comum as empresas exigirem qualificações e competências que vão além daquilo que é importante para a função. Isso ocorre em menos de 50% das vezes, mas é comum", adverte o gerente da Page Personnel (unidade de negócio do grupo Michael Page International), Igor Schultz.
O contratado costuma ter expectativas em relação ao trabalho que jamais serão cumpridas. "Como é muito qualificado, geralmente o profissional espera ser mais estratégico. Mas, se as atividades desenvolvidas não requererem tanta teoria, sendo mais operacionais, ele fica desmotivado. Às vezes, deixa a empresa", explica.
Idade e o mito do preconceito
Não existe preconceito por parte das empresas com relação ao overqualified, mas pesquisas indicam que há preconceito com relação à idade. "No entanto, a idade não tem uma relação direta com a qualificação e a experiência profissional", pondera o responsável pela pesquisa salarial da Catho, que ainda conclui: "a empregabilidade dos mais velhos qualificados é maior do que dos mais velhos com menos escolaridade".
O gerente geral da área de cursos da Catho, Rodolfo Ohl, concorda. "Não há preconceito. O profissional de Recursos Humanos do Brasil tem a mentalidade aberta. A questão, independentemente da qualificação, é se o candidato ao emprego é a peça-chave que a empresa procurava para completar seu time".
Quanto ao preconceito, por parte do contratante, originado da insegurança de ter que trabalhar com alguém que possa demonstrar mais capacidade, crescendo, desta maneira, na hierarquia, somente ocorre quando a organização é muito atrasada (ou o chefe que participa do processo seletivo é muito inseguro). "Bill Gates uma vez disse que sempre procurava contratar pessoas mais inteligentes do que ele. O empresário também disse que uma empresa é formada por constelação, e não por estrelas isoladas", lembra Ohl. Não tenha medo de investir na carreira.
A dica de Fagundes é: não tenha receio de investir na carreira. "Para ter sucesso profissional, são necessárias duas coisas: fazer o que gosta e ser o melhor naquilo que faz. E para ser o melhor, é preciso ter técnica, conhecimento teórico, formação", sublinha. "Em algum momento da conjuntura econômica, o superqualificado pode se sentir um pouco injustiçado, mas, sem dúvida, a qualificação é um investimento futuro".
Do portal UOL Economia (www.uol.com.br/economia)
quarta-feira, 23 de abril de 2008
A arte de perguntar
1. Quem pergunta, conhece melhor.
A partir das observações que fizemos dos encontros pedagógicos, proporíamos algumas questões preliminares para nossa reflexão:
a) É possível, tecnicamente, aprimorarmos a elaboração das perguntas no momento de uma palestra?
b) Existiria, assim, uma técnica de perguntar?
c) Como transformar uma indagação, durante um seminário de estudo, em uma pergunta expressiva?
d) Como se estrutura eficazmente a frase com que se interroga um palestrante ou um conferencista?
e) Por que é importante o exercício de perguntar em qualquer tipo de apresentação?
Comecemos, então, por esta última questão e apresentemos a seguir alguns tipos de pergunta a seguir.
Um dos maiores equívocos que um palestrante pode cometer contra sua assistência é o de acreditar que os participantes do seminário só aprendem quando prestam atenção a toda informação que os mesmos transmitem. Isso gera uma atuação passiva dos participantes e a conseqüente aceitação automática das idéias e valores dos conferencistas.
Criar um comportamento passivo na platéia não é peculiar a conferencistas autocráticos, mas a boa parte dos docentes da educação escolar, que vão do ensino fundamental à pós-graduação. Ao contrário de serem estimulados, através das perguntas, a indagar a respeito do sentido da realidade que os cerca, geralmente os alunos ou espectadores tendem a ter um comportamento meramente passivo. Quando, depois de uma conferência ou aula, o auditório não faz uma pergunta ao conferencista, com certeza, os espectadores não encontraram sentido do tema na sua prática social ou em suas vidas. Perguntar é uma forma de conhecer a verdade, de dá sentido ou validade à abordagem e tema transmitidos durante uma palestra ou aula.
Em seminários temáticos, com certa freqüência, se tem constatado que muitos alunos ainda têm resistência ou sofrem inibição na hora de perguntar. Por trás de toda inibição está, em geral, uma forma retaliação ou interdição do corpo (aquele "cala boca, menino", da época escolar). Na educação escolar, é comum encontrar situação em que o professor adverte o aluno para não perguntar muito como forma de não "atrapalhar" o andamento da aula. Depois de anos nesse processo de inculpação escolar, o aluno teme que perguntar ou expressar honestamente suas opiniões corre o risco de ser retaliado, reprovado ou expulso da sala.
Quem ministra aulas ou profere conferências, com titulação universitária ou com muitos anos de experiência na área em que atua, reluta em aceitar que os alunos encontrem, por si mesmo, o que é verdadeiro. Durante uma aula ou conferência, o ato de transmitir ou "ensinar" um conceito, um princípio ou dar uma "resposta na ponta da língua" não é mais importante do que levar o aluno a refletir como e por que chegou à determinada conclusão.
É o exercício de perguntar que transforma uma aula ou uma palestra em uma aprendizagem significativa. Isso porque toda aprendizagem é um processo contínuo, uma descoberta pessoal ou uma redescoberta interpessoal. É a pergunta que socializa o conhecimento. Através do exercício de perguntar os alunos ou espectadores estabelecem suas dúvidas, sentimentos e valores. Quem pergunta, descobre as implicações de suas opiniões ou comportamentos propostos para si e para os outros. Perguntar é também uma forma de o aluno identificar as soluções mais plausíveis para os problemas da realidade em que vive. Por fim, quem pergunta acaba por encontrar uma possível alternativa, no mundo do trabalho e na prática social, que lhe parece mais efetiva e mais eticamente válida.
Na medida em que temos a liberdade de questionar ou a experiência de aprender a questionar e refletir sobre esse exercício, aprendemos a expor nossa cosmovisão (concepção ou visão de mundo) de forma honesta, livre e totalmente desbloqueada de formas inibidoras de nossa expressão oral. É no processo de questionamento que encontramos o único e mais eficaz caminho para formarmos pessoas munidas de recursos e capazes de responder às questões da realidade social de forma criativa, construtiva e responsável.
2. Os tipos de perguntas
No âmbito da Educação, ainda não foi elaborada uma pedagogia ou metodologia de perguntar. Ensaiaríamos aqui uma sistematização de formas ou maneiras de perguntar:
a) Pergunta de investigação: este tipo de pergunta tem como fim pesquisar (no sentido acadêmico) algo da realidade em que o aluno já tua profissionalmente;
b) Pergunta de informação: a pergunta tem por fim uma solicitação de dados para a formação de um juízo de valor sobre determinado assunto;
c) Pergunta de esclarecimento: nesse caso, a pergunta tem por fim o pedido ou busca de elucidação ou explicação de algo a partir do próprio conteúdo da palestra ou aula.
d) Pergunta de algibeira: a pergunta é feita com o intuito de confundir o palestrante, em geral, de resposta difícil e embaraçosa por parte do interlocutor.
A pergunta, seja qual for a sua natureza, isto é, informativa, investigativa, elucidativa ou falaciosa, deve utilizar-se do estilo objetivo, claro, conciso, o que significa da parte do aluno a aquisição da arte de perguntar. É essa condição de arte que torna o ato de perguntar uma aquisição de habilidade de expressão oral. A pergunta expressiva se caracteriza pelo questionamento claro, que expressa personalidade de quem fala e, por conseguinte, talento ou inabilidade do perguntador.
Fazer uma pergunta expressiva lembra muito a habilidade de andar de bicicleta. Nos primeiros dias, são muitas as tentativas, exercícios, boa vontade e tempo. Com o tempo, andamos com desenvoltura e retemos uma destreza que levamos por toda vida. Assim, aqueles que desejam a aprender a inquirir de forma concisa deve ter a disposição de perguntar sempre, bem ou mal; o importante é perguntar como forma de expressar o que sente, o que sabe, enfim, seus valores, e, com isso, fazer a descarga de seu discurso e expressão oral. Fazer pergunta é uma forma de valorizarmos nossa visão de mundo, nossa fala e nossos sentimentos historicamente construídos na relação com o outro.
3. Ninguém nasce perguntador
Perguntar bem e expressivamente não é dom, e sim, uma habilidade adquirida com muito esforço. Aprender a perguntar competentemente, de forma expressiva, exige do aluno o cumprimento de procedimentos elementares. Enquanto habilidade, o exercício de perguntar se apóia no método processual, isto é, aprende-se a questionar em passos, em etapas. A forma segura, como a que apresentamos a seguir, é que torna esse exercício uma técnica, uma arte.
a) O primeiro deles é o seguinte: antes de fazer um questionamento é importante que o aluno aprenda a organizar a própria pergunta, o que equivale a dizer, a organizar a idéia a ser investigada ou esclarecida. A melhor maneira de se organizar uma idéia, a ser transformada em pergunta, é saber seu conceito, isto é, perguntar a si próprio: "Dessa idéia a ser exposta, o que já sei claramente?". Por isso, não devemos perguntar o que obviamente já temos como resposta. Devemos perguntar o que desconhecemos após acionarmos nossos esquemas cognitivos.
b) Um segundo passo a considerar é: deve-se fazer a pergunta por escrito. Mesmo para quem julga ter uma memória extraordinária, não deve descartar o registro escrito de sua pergunta e atentar que, para quem pergunta, o importante é a resposta eficaz e, para quem vai ser questionado, o importante é que entenda bem, tenha idéia clara do que lhe é indagado.
c) Um terceiro passo a se levar em conta o seguinte: a pergunta deve, a rigor, associar-se à fala do palestrante, ou seja, a pergunta deve ter alguma relação com o conteúdo e o universo cognitivo do palestrante. Nesse sentido, uma pergunta que não tem nada a ver com o que foi exposto pelo palestrante não é oportuna ou apropriada durante o tempo de debate.
Em seminários mais abertos e participativos, o aluno sendo a estimulado a perguntar como exercício de expressão oral, o palestrante deve ser advertido prontamente do conteúdo da questão para que não se sinta, desnecessariamente, constrangido, embaraçado ou impotente diante da platéia. Nem sempre conhecemos a verdade através das perguntas.
d) Outro passo importante: uma pergunta deve estar a serviço do desenvolvimento do próprio raciocínio de quem pergunta, de modo que se sinta consciente do assunto que questiona e da responsabilidade de sua pergunta, isto é, das conseqüências que sua pergunta por gerar. Particularmente acho salutares intervenções que visem colocar em evidência as contradições do discurso do palestrante, o que exige de quem pergunta muita atenção ao discurso proferido, isto é, uma escuta ativa.
Aprender a ouvir é importante para questionar o interlocutor. Quando questionamos ou relativizamos posições duras e ortodoxas do discursador é previsível algumas reações: a primeira é o palestrante ficar acuado, confuso, perplexo, se não tem suficiente competência ou segurança sobre o que diz e pensa; ou, então, refutá-la com argumentos e contra-argumentos convincentes. Com ou sem convergência de idéias, nos seminários temáticos, quando não se alcança o consenso, é sempre possível o favorecimento do diálogo, isto é, de troca de saberes.
Por fim, as pessoas que perguntam devem levar em conta que uma palestra é, por mais que se conheça previamente o assunto, sempre uma possibilidade de inovação de idéias ou inquietação intelectual do ouvinte. Ora, se há nova informação, inclusive, com o acréscimo do acervo cultural do aluno, nada o impede de rever as "perguntas de algibeira", ou seja, aquelas perguntas que faríamos antes mesmo de ouvirmos a palestra. Uma palestra não se esgota no debate, mas é algo que pode, a partir do questionamento, inquietar por toda vida o emissor e o receptor.
Por isso, seria recomendável que o palestrante antes de desenvolver sua palestra (na verdade, uma conversa colaborativa), indagasse da platéia seus principais questionamentos sobre o assunto antes de expor (ou impor) seu discurso e, só a partir daí, dar a conhecer o que trouxe de palestra para sua assistência. É procedimento metodológico eficiente o palestrante reconhecer, diante de uma assistência seleta, que ninguém é uma tabula rasa.
4. Duvidar é a melhor técnica de perguntar
Se de um lado reconhecemos a necessidade de conhecer a técnica de perguntar expressivamente, é no esforço do aluno que será desenvolvida a arte, a capacidade de perguntar bem, de forma clara, simples e objetiva.
A técnica de perguntar mostra que um questionamento é sempre um momento de construção do aprendizado; daí, nascer, gradativamente, do empenho de quem pergunta e da valorização do questionamento por parte de quem é interrogado.
O empenho do aluno, a desconfiança de que nenhuma informação transmitida é gratuita, ou seja, tudo que se transmite tem uma razão de ser e reflete ideologia de quem repassa a informação ou conhecimento, pode significar, na prática, um edificante processo de aprender a questionar de forma expressiva.
Para aprender a formular uma boa pergunta, enfim, é preciso considerar que cada pergunta não é uma fórmula pronta e acabada, mas produto de uma série de operações que passo a sintetizar assim:
A boa pergunta resulta de um planejamento de expressão oral. Deve o aluno planejar o que vai perguntar e principalmente levar em conta o tempo de pergunta. Quem planeja, aprende a distribuir o tempo no ato de perguntar, de modo a viabilizar o tempo para a resposta à sua indagação. Por isso, é de grande valia escrever, em rascunho, a pergunta que vai ser expressa oralmente.
A pergunta deve ter um objetivo bem definido. Em um seminário temático, voltado à formação, como ocorre na Escola de Formação de Governantes, uma pergunta é uma forma que o aluno tem de melhor organizar as informações recebidas. A extensão da pergunta depende, essencialmente, do objetivo e da capacidade e rapidez de quem vai formular a perguntar. Uma pessoa que tem dificuldade de articular as palavras deve formular perguntas com frases curtas, sem rebuscamentos sintáticos (por exemplo, evitar orações complexas como as subordinadas) para se fazer compreender imediatamente pelo palestrante e pela própria platéia.
A pergunta resulta de idéias. A boa pergunta resulta de idéias bem escritas, isto é, aconselhamos que se faça pergunta após registro das idéias no texto escrito. Quanto mais registramos idéias no papel, mas habilidade e segurança teremos de expô-la, sabendo, também, distinguir idéias secundárias e essenciais, o que vale também para melhor qualificarmos as perguntas. É exatamente no processo de construção de idéias que devemos conduzir a arte de bem elaborar perguntas expressivas.
Fonte: Administradores.com.br
Autor: Sandra Regina da Luz Inácio
Contato: sandra@empresafamiliar.com.br
Site: www.empresafamiliar.com.br
Telefones: (11) 3284-5510 / 3285-5537
A partir das observações que fizemos dos encontros pedagógicos, proporíamos algumas questões preliminares para nossa reflexão:
a) É possível, tecnicamente, aprimorarmos a elaboração das perguntas no momento de uma palestra?
b) Existiria, assim, uma técnica de perguntar?
c) Como transformar uma indagação, durante um seminário de estudo, em uma pergunta expressiva?
d) Como se estrutura eficazmente a frase com que se interroga um palestrante ou um conferencista?
e) Por que é importante o exercício de perguntar em qualquer tipo de apresentação?
Comecemos, então, por esta última questão e apresentemos a seguir alguns tipos de pergunta a seguir.
Um dos maiores equívocos que um palestrante pode cometer contra sua assistência é o de acreditar que os participantes do seminário só aprendem quando prestam atenção a toda informação que os mesmos transmitem. Isso gera uma atuação passiva dos participantes e a conseqüente aceitação automática das idéias e valores dos conferencistas.
Criar um comportamento passivo na platéia não é peculiar a conferencistas autocráticos, mas a boa parte dos docentes da educação escolar, que vão do ensino fundamental à pós-graduação. Ao contrário de serem estimulados, através das perguntas, a indagar a respeito do sentido da realidade que os cerca, geralmente os alunos ou espectadores tendem a ter um comportamento meramente passivo. Quando, depois de uma conferência ou aula, o auditório não faz uma pergunta ao conferencista, com certeza, os espectadores não encontraram sentido do tema na sua prática social ou em suas vidas. Perguntar é uma forma de conhecer a verdade, de dá sentido ou validade à abordagem e tema transmitidos durante uma palestra ou aula.
Em seminários temáticos, com certa freqüência, se tem constatado que muitos alunos ainda têm resistência ou sofrem inibição na hora de perguntar. Por trás de toda inibição está, em geral, uma forma retaliação ou interdição do corpo (aquele "cala boca, menino", da época escolar). Na educação escolar, é comum encontrar situação em que o professor adverte o aluno para não perguntar muito como forma de não "atrapalhar" o andamento da aula. Depois de anos nesse processo de inculpação escolar, o aluno teme que perguntar ou expressar honestamente suas opiniões corre o risco de ser retaliado, reprovado ou expulso da sala.
Quem ministra aulas ou profere conferências, com titulação universitária ou com muitos anos de experiência na área em que atua, reluta em aceitar que os alunos encontrem, por si mesmo, o que é verdadeiro. Durante uma aula ou conferência, o ato de transmitir ou "ensinar" um conceito, um princípio ou dar uma "resposta na ponta da língua" não é mais importante do que levar o aluno a refletir como e por que chegou à determinada conclusão.
É o exercício de perguntar que transforma uma aula ou uma palestra em uma aprendizagem significativa. Isso porque toda aprendizagem é um processo contínuo, uma descoberta pessoal ou uma redescoberta interpessoal. É a pergunta que socializa o conhecimento. Através do exercício de perguntar os alunos ou espectadores estabelecem suas dúvidas, sentimentos e valores. Quem pergunta, descobre as implicações de suas opiniões ou comportamentos propostos para si e para os outros. Perguntar é também uma forma de o aluno identificar as soluções mais plausíveis para os problemas da realidade em que vive. Por fim, quem pergunta acaba por encontrar uma possível alternativa, no mundo do trabalho e na prática social, que lhe parece mais efetiva e mais eticamente válida.
Na medida em que temos a liberdade de questionar ou a experiência de aprender a questionar e refletir sobre esse exercício, aprendemos a expor nossa cosmovisão (concepção ou visão de mundo) de forma honesta, livre e totalmente desbloqueada de formas inibidoras de nossa expressão oral. É no processo de questionamento que encontramos o único e mais eficaz caminho para formarmos pessoas munidas de recursos e capazes de responder às questões da realidade social de forma criativa, construtiva e responsável.
2. Os tipos de perguntas
No âmbito da Educação, ainda não foi elaborada uma pedagogia ou metodologia de perguntar. Ensaiaríamos aqui uma sistematização de formas ou maneiras de perguntar:
a) Pergunta de investigação: este tipo de pergunta tem como fim pesquisar (no sentido acadêmico) algo da realidade em que o aluno já tua profissionalmente;
b) Pergunta de informação: a pergunta tem por fim uma solicitação de dados para a formação de um juízo de valor sobre determinado assunto;
c) Pergunta de esclarecimento: nesse caso, a pergunta tem por fim o pedido ou busca de elucidação ou explicação de algo a partir do próprio conteúdo da palestra ou aula.
d) Pergunta de algibeira: a pergunta é feita com o intuito de confundir o palestrante, em geral, de resposta difícil e embaraçosa por parte do interlocutor.
A pergunta, seja qual for a sua natureza, isto é, informativa, investigativa, elucidativa ou falaciosa, deve utilizar-se do estilo objetivo, claro, conciso, o que significa da parte do aluno a aquisição da arte de perguntar. É essa condição de arte que torna o ato de perguntar uma aquisição de habilidade de expressão oral. A pergunta expressiva se caracteriza pelo questionamento claro, que expressa personalidade de quem fala e, por conseguinte, talento ou inabilidade do perguntador.
Fazer uma pergunta expressiva lembra muito a habilidade de andar de bicicleta. Nos primeiros dias, são muitas as tentativas, exercícios, boa vontade e tempo. Com o tempo, andamos com desenvoltura e retemos uma destreza que levamos por toda vida. Assim, aqueles que desejam a aprender a inquirir de forma concisa deve ter a disposição de perguntar sempre, bem ou mal; o importante é perguntar como forma de expressar o que sente, o que sabe, enfim, seus valores, e, com isso, fazer a descarga de seu discurso e expressão oral. Fazer pergunta é uma forma de valorizarmos nossa visão de mundo, nossa fala e nossos sentimentos historicamente construídos na relação com o outro.
3. Ninguém nasce perguntador
Perguntar bem e expressivamente não é dom, e sim, uma habilidade adquirida com muito esforço. Aprender a perguntar competentemente, de forma expressiva, exige do aluno o cumprimento de procedimentos elementares. Enquanto habilidade, o exercício de perguntar se apóia no método processual, isto é, aprende-se a questionar em passos, em etapas. A forma segura, como a que apresentamos a seguir, é que torna esse exercício uma técnica, uma arte.
a) O primeiro deles é o seguinte: antes de fazer um questionamento é importante que o aluno aprenda a organizar a própria pergunta, o que equivale a dizer, a organizar a idéia a ser investigada ou esclarecida. A melhor maneira de se organizar uma idéia, a ser transformada em pergunta, é saber seu conceito, isto é, perguntar a si próprio: "Dessa idéia a ser exposta, o que já sei claramente?". Por isso, não devemos perguntar o que obviamente já temos como resposta. Devemos perguntar o que desconhecemos após acionarmos nossos esquemas cognitivos.
b) Um segundo passo a considerar é: deve-se fazer a pergunta por escrito. Mesmo para quem julga ter uma memória extraordinária, não deve descartar o registro escrito de sua pergunta e atentar que, para quem pergunta, o importante é a resposta eficaz e, para quem vai ser questionado, o importante é que entenda bem, tenha idéia clara do que lhe é indagado.
c) Um terceiro passo a se levar em conta o seguinte: a pergunta deve, a rigor, associar-se à fala do palestrante, ou seja, a pergunta deve ter alguma relação com o conteúdo e o universo cognitivo do palestrante. Nesse sentido, uma pergunta que não tem nada a ver com o que foi exposto pelo palestrante não é oportuna ou apropriada durante o tempo de debate.
Em seminários mais abertos e participativos, o aluno sendo a estimulado a perguntar como exercício de expressão oral, o palestrante deve ser advertido prontamente do conteúdo da questão para que não se sinta, desnecessariamente, constrangido, embaraçado ou impotente diante da platéia. Nem sempre conhecemos a verdade através das perguntas.
d) Outro passo importante: uma pergunta deve estar a serviço do desenvolvimento do próprio raciocínio de quem pergunta, de modo que se sinta consciente do assunto que questiona e da responsabilidade de sua pergunta, isto é, das conseqüências que sua pergunta por gerar. Particularmente acho salutares intervenções que visem colocar em evidência as contradições do discurso do palestrante, o que exige de quem pergunta muita atenção ao discurso proferido, isto é, uma escuta ativa.
Aprender a ouvir é importante para questionar o interlocutor. Quando questionamos ou relativizamos posições duras e ortodoxas do discursador é previsível algumas reações: a primeira é o palestrante ficar acuado, confuso, perplexo, se não tem suficiente competência ou segurança sobre o que diz e pensa; ou, então, refutá-la com argumentos e contra-argumentos convincentes. Com ou sem convergência de idéias, nos seminários temáticos, quando não se alcança o consenso, é sempre possível o favorecimento do diálogo, isto é, de troca de saberes.
Por fim, as pessoas que perguntam devem levar em conta que uma palestra é, por mais que se conheça previamente o assunto, sempre uma possibilidade de inovação de idéias ou inquietação intelectual do ouvinte. Ora, se há nova informação, inclusive, com o acréscimo do acervo cultural do aluno, nada o impede de rever as "perguntas de algibeira", ou seja, aquelas perguntas que faríamos antes mesmo de ouvirmos a palestra. Uma palestra não se esgota no debate, mas é algo que pode, a partir do questionamento, inquietar por toda vida o emissor e o receptor.
Por isso, seria recomendável que o palestrante antes de desenvolver sua palestra (na verdade, uma conversa colaborativa), indagasse da platéia seus principais questionamentos sobre o assunto antes de expor (ou impor) seu discurso e, só a partir daí, dar a conhecer o que trouxe de palestra para sua assistência. É procedimento metodológico eficiente o palestrante reconhecer, diante de uma assistência seleta, que ninguém é uma tabula rasa.
4. Duvidar é a melhor técnica de perguntar
Se de um lado reconhecemos a necessidade de conhecer a técnica de perguntar expressivamente, é no esforço do aluno que será desenvolvida a arte, a capacidade de perguntar bem, de forma clara, simples e objetiva.
A técnica de perguntar mostra que um questionamento é sempre um momento de construção do aprendizado; daí, nascer, gradativamente, do empenho de quem pergunta e da valorização do questionamento por parte de quem é interrogado.
O empenho do aluno, a desconfiança de que nenhuma informação transmitida é gratuita, ou seja, tudo que se transmite tem uma razão de ser e reflete ideologia de quem repassa a informação ou conhecimento, pode significar, na prática, um edificante processo de aprender a questionar de forma expressiva.
Para aprender a formular uma boa pergunta, enfim, é preciso considerar que cada pergunta não é uma fórmula pronta e acabada, mas produto de uma série de operações que passo a sintetizar assim:
A boa pergunta resulta de um planejamento de expressão oral. Deve o aluno planejar o que vai perguntar e principalmente levar em conta o tempo de pergunta. Quem planeja, aprende a distribuir o tempo no ato de perguntar, de modo a viabilizar o tempo para a resposta à sua indagação. Por isso, é de grande valia escrever, em rascunho, a pergunta que vai ser expressa oralmente.
A pergunta deve ter um objetivo bem definido. Em um seminário temático, voltado à formação, como ocorre na Escola de Formação de Governantes, uma pergunta é uma forma que o aluno tem de melhor organizar as informações recebidas. A extensão da pergunta depende, essencialmente, do objetivo e da capacidade e rapidez de quem vai formular a perguntar. Uma pessoa que tem dificuldade de articular as palavras deve formular perguntas com frases curtas, sem rebuscamentos sintáticos (por exemplo, evitar orações complexas como as subordinadas) para se fazer compreender imediatamente pelo palestrante e pela própria platéia.
A pergunta resulta de idéias. A boa pergunta resulta de idéias bem escritas, isto é, aconselhamos que se faça pergunta após registro das idéias no texto escrito. Quanto mais registramos idéias no papel, mas habilidade e segurança teremos de expô-la, sabendo, também, distinguir idéias secundárias e essenciais, o que vale também para melhor qualificarmos as perguntas. É exatamente no processo de construção de idéias que devemos conduzir a arte de bem elaborar perguntas expressivas.
Fonte: Administradores.com.br
Autor: Sandra Regina da Luz Inácio
Contato: sandra@empresafamiliar.com.br
Site: www.empresafamiliar.com.br
Telefones: (11) 3284-5510 / 3285-5537
segunda-feira, 24 de março de 2008
Usar e-mail da empresa para fins pessoais dá demissão por justa causa
"A maioria dos tribunais reconhece o direito das empresas de fiscalizar o uso do e-mail fornecido ao funcionário como ferramenta de trabalho e utilizar as informações como prova em ações judiciais", explica a advogada trabalhista Juliana Fuza, do escritório Innocenti Advogados Associados.
Recentemente, o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (Distrito Federal e Tocantins) manteve sentença em que considerou que, ao usar o e-mail da empresa onde trabalha, a funcionária em questão poderia ser dispensada pela organização por justa causa. A primeira decisão de um tribunal superior brasileiro nesse sentido foi em 2005, pelo Tribunal Superior do Trabalho.
De acordo com a advogada trabalhista Solange Cristina Fiorussi, do escritório Maluf e Moreno Advogados Associados, como não existe um regulamento legal para a questão, ou seja, não há um dispositivo de lei que norteia as decisões judiciais, o recurso utilizado é o entendimento jurisprudencial, em que é levada em consideração a maioria das decisões dos tribunais."De maneira geral, entende-se que as empresas têm direito de monitorar e fiscalizar o uso do e-mail corporativo, que é um instrumento de trabalho, e não é propriedade do funcionário. Portanto, o uso para fins pessoais não tem justificativa", analisa.
RegulamentoSolange adverte que a empresa precisa distribuir um regulamento interno que especifica a conduta esperada dos funcionários. "É preciso ter regras claras e esclarecer que a organização está autorizada a monitorar o uso do e-mail. Somente por meio do regulamento claro a demissão por justa causa tem fundamento e pode ser defendida em um processo judicial."Para ela, o certo é que a empresa dê advertências ou até mesmo suspenda os funcionários, antes de demiti-lo. Mas lembra que cada caso é um caso.
Dessa maneira, é necessário que a empresa analise as circunstâncias do envio daquele determinado e-mail.Alguém que tem uma pendência urgente a resolver com o gerente de seu banco, por exemplo, não pode ser comparado a pessoas que enviam piadas ou mensagens com conteúdo ilícito. Se a causa do envio for a resolução de um problema de ordem pessoal inadiável, a empresa pode dar uma advertência.
A demissão somente se justificaria com a repetição do erro.O tema ainda é novo e podem surgir muitas situações inusitadas quanto a ele. Por exemplo, um profissional que envia mensagens de cunho pessoal àqueles que integram sua rede de relacionamentos, que são potenciais clientes ou parceiros de negócios, podem ser condenados? Depende.
Novamente, os casos devem ser analisados separadamente.E-mail pessoalOs limites não existem apenas aos trabalhadores, mas às empresas também, que não podem auditar o e-mail pessoal dos funcionários. Elas podem bloquear o acesso a eles, porém não têm o direito de ler as mensagens.
O entendimento que prevalece na Justiça é o de sigilo de correspondência e privacidade.Além disso, elas podem bloquear sites e programas de bate-papo. Mas vamos supor que determinado profissional foi autorizado a utilizar um programa de chat para se comunicar com clientes. De acordo com a advogada trabalhista do escritório Maluf e Moreno Advogados Associados, se ele usar a ferramenta para fins pessoais, poderá levar advertências e até mesmo ser demitido por justa causa. Nesse caso, o princípio é o mesmo que permeia a utilização do e-mail corporativo.
Do portal: www.administradores.com.br
Recentemente, o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (Distrito Federal e Tocantins) manteve sentença em que considerou que, ao usar o e-mail da empresa onde trabalha, a funcionária em questão poderia ser dispensada pela organização por justa causa. A primeira decisão de um tribunal superior brasileiro nesse sentido foi em 2005, pelo Tribunal Superior do Trabalho.
De acordo com a advogada trabalhista Solange Cristina Fiorussi, do escritório Maluf e Moreno Advogados Associados, como não existe um regulamento legal para a questão, ou seja, não há um dispositivo de lei que norteia as decisões judiciais, o recurso utilizado é o entendimento jurisprudencial, em que é levada em consideração a maioria das decisões dos tribunais."De maneira geral, entende-se que as empresas têm direito de monitorar e fiscalizar o uso do e-mail corporativo, que é um instrumento de trabalho, e não é propriedade do funcionário. Portanto, o uso para fins pessoais não tem justificativa", analisa.
RegulamentoSolange adverte que a empresa precisa distribuir um regulamento interno que especifica a conduta esperada dos funcionários. "É preciso ter regras claras e esclarecer que a organização está autorizada a monitorar o uso do e-mail. Somente por meio do regulamento claro a demissão por justa causa tem fundamento e pode ser defendida em um processo judicial."Para ela, o certo é que a empresa dê advertências ou até mesmo suspenda os funcionários, antes de demiti-lo. Mas lembra que cada caso é um caso.
Dessa maneira, é necessário que a empresa analise as circunstâncias do envio daquele determinado e-mail.Alguém que tem uma pendência urgente a resolver com o gerente de seu banco, por exemplo, não pode ser comparado a pessoas que enviam piadas ou mensagens com conteúdo ilícito. Se a causa do envio for a resolução de um problema de ordem pessoal inadiável, a empresa pode dar uma advertência.
A demissão somente se justificaria com a repetição do erro.O tema ainda é novo e podem surgir muitas situações inusitadas quanto a ele. Por exemplo, um profissional que envia mensagens de cunho pessoal àqueles que integram sua rede de relacionamentos, que são potenciais clientes ou parceiros de negócios, podem ser condenados? Depende.
Novamente, os casos devem ser analisados separadamente.E-mail pessoalOs limites não existem apenas aos trabalhadores, mas às empresas também, que não podem auditar o e-mail pessoal dos funcionários. Elas podem bloquear o acesso a eles, porém não têm o direito de ler as mensagens.
O entendimento que prevalece na Justiça é o de sigilo de correspondência e privacidade.Além disso, elas podem bloquear sites e programas de bate-papo. Mas vamos supor que determinado profissional foi autorizado a utilizar um programa de chat para se comunicar com clientes. De acordo com a advogada trabalhista do escritório Maluf e Moreno Advogados Associados, se ele usar a ferramenta para fins pessoais, poderá levar advertências e até mesmo ser demitido por justa causa. Nesse caso, o princípio é o mesmo que permeia a utilização do e-mail corporativo.
Do portal: www.administradores.com.br
segunda-feira, 3 de março de 2008
Reforma tributária ou jogo de cena?
Por: Carlos Alberto Sardenberg - Colunista do Portal G1
O governo federal gostaria que ficasse a seguinte imagem nessa questão da reforma tributária: que ele, Lula, fez sua parte, preparando o projeto e enviando para o Congresso.
Se os parlamentares e os governadores estaduais conseguirem aprovar uma reforma, ponto dele, Lula.
Se, ao contrário, não chegarem a um entendimento e a reforma não sair, culpa deles.
Ocorre, porém, que quanto mais se examina a proposta do governo, mais aparecem problemas de origem - problemas que bloqueiam o processo logo na partida.
Everardo Maciel, que foi secretário da Receita Federal nos oito anos de FHC e deixou como sucessor o seu ex-adjunto, levantou um ponto importante. No que se refere aos impostos e contribuições federais, o governo diz que não está criando nada, mas apenas juntando e reorganizando o que já existe. Entretanto, nota Maciel, o novo Imposto sobre o Valor Adicionado Federal (IVA-F) é muito mais amplo que a simples junção dos atuais Cofins e PIS, podendo até mesmo incidir sobre operações financeiras, base da falecida CPMF.
Isso porque, pelo texto de reforma constitucional enviado ao Congresso, o novo IVA-F incidirá sobre “operações com bens e prestação de serviços”. Ora, nota Maciel, não existe na legislação brasileira atual o conceito de “operações” como base de incidência de impostos. Teria de ser criado por lei infraconstitucional depois de aprovada a reforma básica, pelo que os parlamentares teriam de aprovar algo cuja extensão não se conhece.
Sem contar que a novidade vai parar no Supremo Tribunal Federal, que levará anos para decidir, criando mais insegurança tributária.
Além disso, é outro ponto importante, secretários estaduais da Fazenda têm notado que o fundo para compensar estados perdedores é formado com o dinheiro que já é destinado a ressarcir estados e municípios de perdas anteriores.
Ou seja, aparecem detalhes essenciais que inviabilizam a proposta e dão força à tese de que o governo Lula está só fazendo jogo de cena.
O governo federal gostaria que ficasse a seguinte imagem nessa questão da reforma tributária: que ele, Lula, fez sua parte, preparando o projeto e enviando para o Congresso.
Se os parlamentares e os governadores estaduais conseguirem aprovar uma reforma, ponto dele, Lula.
Se, ao contrário, não chegarem a um entendimento e a reforma não sair, culpa deles.
Ocorre, porém, que quanto mais se examina a proposta do governo, mais aparecem problemas de origem - problemas que bloqueiam o processo logo na partida.
Everardo Maciel, que foi secretário da Receita Federal nos oito anos de FHC e deixou como sucessor o seu ex-adjunto, levantou um ponto importante. No que se refere aos impostos e contribuições federais, o governo diz que não está criando nada, mas apenas juntando e reorganizando o que já existe. Entretanto, nota Maciel, o novo Imposto sobre o Valor Adicionado Federal (IVA-F) é muito mais amplo que a simples junção dos atuais Cofins e PIS, podendo até mesmo incidir sobre operações financeiras, base da falecida CPMF.
Isso porque, pelo texto de reforma constitucional enviado ao Congresso, o novo IVA-F incidirá sobre “operações com bens e prestação de serviços”. Ora, nota Maciel, não existe na legislação brasileira atual o conceito de “operações” como base de incidência de impostos. Teria de ser criado por lei infraconstitucional depois de aprovada a reforma básica, pelo que os parlamentares teriam de aprovar algo cuja extensão não se conhece.
Sem contar que a novidade vai parar no Supremo Tribunal Federal, que levará anos para decidir, criando mais insegurança tributária.
Além disso, é outro ponto importante, secretários estaduais da Fazenda têm notado que o fundo para compensar estados perdedores é formado com o dinheiro que já é destinado a ressarcir estados e municípios de perdas anteriores.
Ou seja, aparecem detalhes essenciais que inviabilizam a proposta e dão força à tese de que o governo Lula está só fazendo jogo de cena.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Marketing Cultural - ferramenta que traz notoriedade para empresas
O investimento em Marketing Cultural vem ganhando corpo dentro das empresas ano a ano. Aliar a marca a produções culturais oferece notoriedade à empresa pela intensa exposição que costuma receber. O Festival de Curitiba, por exemplo, que este ano acontece de 18 a 30 de março, é uma das vitrines desejáveis para as empresas exporem suas marcas por ser o principal evento de teatro do país. O interesse por assinar esse tipo de evento vem pela notoriedade que a intensa exposição que a marca recebe durante os dias do Festival. "A empresa tem um ganho em escala em relação à propaganda tradicional pela intensidade da exposição", explica o professor da UFPR especialista em marketing, Paulo Prado.
Outra vantagem é o valor que se consegue agregar à marca ao associá-la à cultura, a um assunto diferente do produto da empresa ou do serviço que ela presta. "Ao investir em cultura, a empresa conquista um diferencial. Num mercado em que a concorrência é acirrada e os produtos e serviços são muito parecidos, a marca cria outros vínculos com o público, que estão além do produto", afirma Prado. Do ponto de vista de quem promove o evento, o patrocínio é o que permite a sua viabilização, e conseqüente valorização e disseminação da cultura no país. "Sem os patrocínios não teríamos como organizar o Festival de Curitiba. Os ingressos são vendidos a preços bastante acessíveis e muitas apresentações são gratuitas, o que permite a qualquer pessoa ver vários espetáculos", afirma o diretor do Festival de Curitiba, Leandro Knopfholz.
O Banco Itaú, que apresenta o Festival de Curitiba há oito anos, é uma das empresas que têm como política apoiar eventos culturais e socioambientais. "O Festival de Curitiba tem um significado especial para o Itaú pela diversidade do público que atinge. Além de promover a cultura, tem um lado social, já que oferece acesso a qualquer pessoa e tem apresentações em comunidades, o que está de acordo com a nossa política de incentivo", diz a diretora de Comunicação e Marketing do Itaú, Cristiane Magalhães. Além do patrocínio tradicional, algumas empresas inovam na forma de contribuir com eventos culturais e transformam o patrocínio em uma oportunidade se relacionar com funcionários, clientes e outros públicos de interesse. "Nesse tipo de investimento, não se trabalha apenas a exposição da marca, mas também o relacionamento com um grupo de interesse", diz Paulo Prado.
A Volvo é uma das empresas que investem na compra de ingressos do Festival de Curitiba. Os ingressos são distribuídos aos funcionários e outros públicos com que a empresa se relaciona. "A empresa já tem uma tradição de investir em Cultura, e esta é uma boa oportunidade de relacionamento com os nossos públicos", afirma a coordenadora de projetos culturais da Volvo do Brasil, Anaelse Oliveira.
do portal www.administradores.com.br
Outra vantagem é o valor que se consegue agregar à marca ao associá-la à cultura, a um assunto diferente do produto da empresa ou do serviço que ela presta. "Ao investir em cultura, a empresa conquista um diferencial. Num mercado em que a concorrência é acirrada e os produtos e serviços são muito parecidos, a marca cria outros vínculos com o público, que estão além do produto", afirma Prado. Do ponto de vista de quem promove o evento, o patrocínio é o que permite a sua viabilização, e conseqüente valorização e disseminação da cultura no país. "Sem os patrocínios não teríamos como organizar o Festival de Curitiba. Os ingressos são vendidos a preços bastante acessíveis e muitas apresentações são gratuitas, o que permite a qualquer pessoa ver vários espetáculos", afirma o diretor do Festival de Curitiba, Leandro Knopfholz.
O Banco Itaú, que apresenta o Festival de Curitiba há oito anos, é uma das empresas que têm como política apoiar eventos culturais e socioambientais. "O Festival de Curitiba tem um significado especial para o Itaú pela diversidade do público que atinge. Além de promover a cultura, tem um lado social, já que oferece acesso a qualquer pessoa e tem apresentações em comunidades, o que está de acordo com a nossa política de incentivo", diz a diretora de Comunicação e Marketing do Itaú, Cristiane Magalhães. Além do patrocínio tradicional, algumas empresas inovam na forma de contribuir com eventos culturais e transformam o patrocínio em uma oportunidade se relacionar com funcionários, clientes e outros públicos de interesse. "Nesse tipo de investimento, não se trabalha apenas a exposição da marca, mas também o relacionamento com um grupo de interesse", diz Paulo Prado.
A Volvo é uma das empresas que investem na compra de ingressos do Festival de Curitiba. Os ingressos são distribuídos aos funcionários e outros públicos com que a empresa se relaciona. "A empresa já tem uma tradição de investir em Cultura, e esta é uma boa oportunidade de relacionamento com os nossos públicos", afirma a coordenadora de projetos culturais da Volvo do Brasil, Anaelse Oliveira.
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sábado, 23 de fevereiro de 2008
GESTÃO UNIADM
Um novo ano começa e a nova diretoria do CAAD assume com foco numa representação estudantil com maior em melhor efetividade. Para tanto precisaremos da ajuda de todos.
MEMBROS DA CHAPA UNIADM
COORDENADORIA GERAL: Adriano Linux, Rafael Rodrigues e Wesley;
COORDENADORIA de MKT e COM: Edmar, Glauco Francisco e Tiago Biller;
COORDENADORIA de PROJETOS E EVENTOS: Márcio Costa, Ronaldo e Thiago Andrade;
COORDENADORIA FINANCEIRA: Júlio Daniel e Walter Sobral;
NOSSOS PROJETOS;
1. Recepção aos Calouros e Trote Cidadão- Dessa vez a recepção será feita de uma forma diferente, mais planejada e em parceria com a EJAUFS (Empresa Júnior de Administração);
2. Projeto Semana do Administrador- A Semana do Administração será um grande desafio que tentaremos, em parceria com a EJAUFS e muitos outros parceiros, realizar e fazer um ótimo evento;
3. Ciclo de Palestras (bimestrais)- O ciclo de palestras bimestrais é mais um projeto que a realização só será possível através da parceria com a EJAUFS;
4. Camisa do curso- O intuito da nossa equipe é tentar fazer uma camisa padronizada do curso a um preço acessível, buscando parceria com empresas e colaboradores;
5. Carteirinha do Curso- A carteira do curso é um projeto amplo e que não pode ser divulgado por completo por não terem sido fechadas as parcerias, mas que, com certeza, será uma revolução para os Discentes/Adm/UFS.
6. Projeto ESPORTE ADM- FUTSAL Masculino - Para que haja uma maior interação entre os alunos do nosso curso, é de extrema importância apoiar o esporte;- ESPORTE Feminino - Será formada uma comissão para que seja feita uma pesquisa que indique qual o esporte que as nossas lindas colegas preferem. Com essa informação em mãos, será feito um torneio Feminino do esporte escolhido.
7. Veteranada - se para aqueles que entram são dadas as boas vindas, para aqueles que saem as boas findas ... aguardem mais novidades
Estaremos reformulando este espaço, com postagens atualizadas e a marca da atual gestão.
MEMBROS DA CHAPA UNIADM
COORDENADORIA GERAL: Adriano Linux, Rafael Rodrigues e Wesley;
COORDENADORIA de MKT e COM: Edmar, Glauco Francisco e Tiago Biller;
COORDENADORIA de PROJETOS E EVENTOS: Márcio Costa, Ronaldo e Thiago Andrade;
COORDENADORIA FINANCEIRA: Júlio Daniel e Walter Sobral;
NOSSOS PROJETOS;
1. Recepção aos Calouros e Trote Cidadão- Dessa vez a recepção será feita de uma forma diferente, mais planejada e em parceria com a EJAUFS (Empresa Júnior de Administração);
2. Projeto Semana do Administrador- A Semana do Administração será um grande desafio que tentaremos, em parceria com a EJAUFS e muitos outros parceiros, realizar e fazer um ótimo evento;
3. Ciclo de Palestras (bimestrais)- O ciclo de palestras bimestrais é mais um projeto que a realização só será possível através da parceria com a EJAUFS;
4. Camisa do curso- O intuito da nossa equipe é tentar fazer uma camisa padronizada do curso a um preço acessível, buscando parceria com empresas e colaboradores;
5. Carteirinha do Curso- A carteira do curso é um projeto amplo e que não pode ser divulgado por completo por não terem sido fechadas as parcerias, mas que, com certeza, será uma revolução para os Discentes/Adm/UFS.
6. Projeto ESPORTE ADM- FUTSAL Masculino - Para que haja uma maior interação entre os alunos do nosso curso, é de extrema importância apoiar o esporte;- ESPORTE Feminino - Será formada uma comissão para que seja feita uma pesquisa que indique qual o esporte que as nossas lindas colegas preferem. Com essa informação em mãos, será feito um torneio Feminino do esporte escolhido.
7. Veteranada - se para aqueles que entram são dadas as boas vindas, para aqueles que saem as boas findas ... aguardem mais novidades
Estaremos reformulando este espaço, com postagens atualizadas e a marca da atual gestão.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Especial de Empreendedorismo do Portal do Administrador
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