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segunda-feira, 14 de julho de 2008

Diretor de marketing da Samsung, Carlos Werner fala da importância de investir no esporte

Após a experiência bem sucedida com o "Time Medalha Azul" durante os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, a Samsung decidiu manter o investimento em atletas de ponta para manter sua imagem ligada ao esporte brasileiro. Na última quarta-feira (11/06), a multinacional coreana organizou uma festa para apresentar o seu novo "time" de atletas patrocinados, agora tendo em vista a performance nos Jogos Olímpicos de Pequim, que começam em 8 de agosto.

Apesar de ser patrocinadora oficial dos Jogos, a empresa decidiu apostar em nomes consagrados da mídia, com o objetivo de ampliar a exposição de sua marca durante e após o evento. Foi por isso que o time de 2008 passou a ter como característica a aposta em atletas com grandes chances de medalhas.

São os casos de Giba (vôlei), Marta (futebol), Daiane dos Santos (ginástica), Robert Scheidt (vela) e Clodoaldo Silva (natação paraolímpica). Eles se juntam a jovens promessas, como Priscila Xavier, do judô, e esperanças como a nadadora Flávia Delaroli. Ao todo, são dez esportistas fazendo parte do time da Samsung, com contrato até o final deste ano.

A aposta na equipe de atletas representa também o primeiro investimento com grande exposição na mídia da empresa desde a saída do Corinthians, no final do ano passado.

Em entrevista exclusiva Carlos Werner, diretor de marketing da empresa, fala sobre Olimpíadas, atletas patrocinados, planos para aderir à Lei de Incentivo ao Esporte e também como vai utilizar a imagem dos patrocinados antes, durante e após os Jogos.

"A gente acredita muito no esporte, nos valores do esporte, simpatiza com ele. Nossa intenção é fazer algo duradouro. Espero conseguir fazer algo do porte deste ano, e por muitos anos".

Máquina do Esporte: Da equipe que fez parte do projeto no ano passado, apenas Maurício e Franck Caldeira ainda estão presentes. Por que essa mudança?

Carlos Werner: A gente quis renovar um pouco, mudar um pouco o mix de atletas, a ponto de fazer novas apostas. Os atletas do ano passado já receberam algum apoio, tiveram um sucesso muito grande. Mas foi mesmo da tentativa de dar uma renovada no time, trazendo um pouco dos valores do ano passado, apostar em novas figuras.

ME: Com a nova formação do grupo de patrocinados, a chances de medalhas nas Olimpíadas são maiores?

CW: Eu tenho certeza que sim. Vai ser difícil bater a meta do ano passado, porque nós tivemos muitas medalhas. O time da Samsung, nos ranking dos países [participantes do Pan-Americano de 2007], teria ficado em quarto lugar. Então vai ser difícil bater essa meta.

ME: Qual estratégia de marketing foi traçada para esses atletas?

CW: Nós temos um comercial de TV, e nosso objetivo é dividir isso com a população brasileira. A gente quer divulgar esse tipo de patrocínio, divulgar a imagem dos atletas, e mais importante, mostrar que os valores dos atletas são muito similares aos valores da nossa marca.

ME: A Samsung tem planos para continuar esse tipo de investimento após a Olimpíada?

CW: A gente quer que essa iniciativa seja duradoura, porque ela tem uma parte voltada para o social também. Afinal, a gente contribui para o desenvolvimento do esporte no Brasil também. E eu acho que essa é uma atividade que não pode depender só do Estado, tem que depender da iniciativa privada também. A gente acredita muito no esporte, acredita nos valores do esporte, simpatiza com ele. A nossa intenção é fazer algo duradouro. Espero conseguir fazer algo do porte deste ano, e por muitos anos.

ME: Nesse sentido, existe algum plano para que o patrocínio seja feito via Lei de Incentivo ao Esporte?

CW: Nós estamos tentando enquadrar a Samsung nisso, até para ampliar os negócios. Por enquanto, nossas campanhas são só voltadas ao marketing. A gente precisa de uma reestruturação fiscal que permite a adesão à lei.

ME: A saída da empresa do Corinthians possibilitou que o investimento no time olímpico fosse maior este ano em relação à equipe do Pan?

CW: Uma coisa não teve muito a ver com a outra. A gente gostaria de continuar patrocinando o Corinthians, mas, mesmo assim, a Samsung não deixou de investir no futebol. A intenção é solidificar o nome da marca no esporte, tanto que a gente colaborou com a Federação Paulista de Futebol (FPF) esta temporada, temos investimentos na Copa Nextel Stock Car, organizamos torneios de golfe, corridas de rua. Este ano a gente está patrocinando também o World Cyber Games (WCG). Os tipos de patrocínios são diferentes. O ano passado, a Samsung brasileira que patrocinou o Pan. Para as Olimpíadas, quem investe é a Samsung lá de fora. Claro que a gente teve que rever o e ampliar o projeto para esse ano, mas os investimentos foram equivalentes.

ME: Houve um bom retorno pela campanha feita no Pan-Americano? Vocês já esperavam isso?

CW: Sim. E era algo pelo qual esperávamos. A gente sempre teve muita fé nesse programa, reditou que seria um sucesso muito grande. Porque os atletas são de ponta, são atletas de nível olímpico, alguns consagrados, outros que são grandes promessas.

ME: A mescla de atletas é importante, então?

CW: Exatamente. No ano passado a gente também mesclou monstros sagrados com jovens promessas e a expectativa foi cumprida. Trouxemos muitas medalhas para o Brasil.

ME: Além do comercial de TV, a empresa espera usar outras mídias para divulgar os patrocínios aos atletas?

CW: A televisão é o foco porque o objetivo é divulgar a imagem dos atletas. Mas faremos campanhas em revistas, jornais e na internet. Inclusive temos um website onde o jornalista Álvaro José nos ajudará colocando alguns fatos sobre as Olimpíadas.

ME: O senhor disse que os contratos dos atletas vão até o final do ano. Como a empresa pretende usar a imagem do seu time depois dos Jogos Olímpicos?

CW: Independentemente do que acontecer, a Samsung continuará apoiando os atletas, pois muitos deles já são consagrados. O objetivo é que eles nos tragam medalhas. O patrocínio continua valendo, nada vai mudar.

ME: Qual foi o critério para a escolha dos atletas que formam a campanha?

CW: A gente quis fazer um leque abrangente, de diferentes perfis. Pegar atletas de alta performance tanto no masculino quanto no feminino. Outros esportistas de modalidades que estão crescendo no Brasil, apostar em jovens talentos. Não foi uma escolha aleatória, foi tudo bem planejado.

Por Raphael Rocha - Fonte: Máquina do Esporte
DO SITE: www.marketing.com.br

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Celular aumenta produtividade na usina de cana

O uso do celular para monitorar a produção de cana-de-açúcar de uma usina começa a ganhar espaço no Brasil. O boletim sobre o monitoramento de uma operação, que anteriormente levava até quatro dias, entre chegar na usina e ser digitado, passou a ser on-line e em tempo real.

Problemas como falta de combustível nos veículos ou chuvas em algumas áreas são imediatamente identificados, possibilitando a transferência das frotas. "A tomada de decisão é praticamente on-line", diz o gerente de TI do Grupo Equipav, Sérgio Caliane, que utiliza o sistema da Simova.

Caliane explica que, caso o funcionário esteja trabalhando em um ambiente sem sinal, não haverá perda de dados. "Se os dados não forem transmitidos por mais de quatro horas, será emitido um alerta, já que nenhuma atividade demanda esse tempo".

Com o monitoramento constante feito pelo uso do celular, o número de horas de máquinas paradas é reduzido, o que permite também uma grande redução no custo de operação. Além do benefício de monitoramento da frota, todas as operações apontadas são integradas ao sistema de gerenciamento agrícola, eliminando o processo de digitação destes dados e possíveis erros.

"Temos desenvolvido muitos projetos para o uso de celulares em fazendas de cultivo de cana, principalmente devido aos diversos benefícios que este tipo de tecnologia traz, a começar pela interface que é fácil e elimina a necessidade de treinamentos complexos", afirma Fábio Calegari, diretor comercial da Simova. O aplicativo é instalado na área de jogos do celular, o que facilita o uso por parte dos funcionários da usina.

(Sérgio Toledo – InvestNews: www.investnews.com.br)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Bolsa de Valores: o 'pior' momento é o melhor

Consultores do mercado de ações apostam que apesar das perdas este é um bom momento para investir

O mercado de ações nos últimos dias tem espantado potenciais investidores e assustado os menos experientes que já estão investindo nessa área. Essa semana o índice da Bovespa chegou a fechar em queda de quase 4% e, de acordo, com especialistas, não dá para prever melhoras no curto prazo. “Além disso, também não tem como saber até onde vai o fundo do poço”, explica o consultor Guilherme Beviláqua.

A grande reviravolta na Bolsa, que durante muito tempo acumulou grandes ganhos, está ocorrendo por conta da crise dos Estados Unidos. No mercado americano, o período de queda das ações já dura nove meses e os investidores de lá estão saindo em massa do mercado para proteger o seu capital. Como a economia opera de forma global, o medo das perdas assusta também os brasileiros. No entanto, este não é só um momento de perdas.

Para os investidores mais experientes é nesse momento de puro pessimismo que vem os grandes ganhos. “Quem já tem experiência com o mercado de ações não se espanta com as quedas. Tem muita gente que faz grandes fortunas nesses momentos”, ressalta Rafael Prudente, consultor de bolsa e sócio de Guilherme numa empresa de assessoria e consultoria em bolsas de valores e renda variável.

A ‘jogada’ nesse momento é comprar papéis desvalorizados e investir a longo prazo, que corresponde a no mínimo dois anos. “Quem entende pouco, quando chega nessa hora quer sair da bolsa, mas se o objetivo é longo prazo essa é a hora de investir e ganhar dinheiro no futuro”, explica Rafael. Guilherme vai mais a fundo e diz que “quando todo mundo está assustado é realmente a hora de entrar. Na hora que todo mundo quer entrar é hora de cair fora”.
Rafael aconselha que quem já está investindo diretamente em ações tem que ser disciplinado e inteligente para saber quais estratégias usar em investimentos de longo e curto prazo. “Quem investe no curto prazo tem que ter sensibilidade e minimizar as perdas e quem está no longo prazo tem que comprar de boas empresas e esperar”, acrescenta.

Investidores em Sergipe

De acordo com os consultores, o perfil do investidor de Sergipe é basicamente de longo prazo, o que pode ser justificado pela falta de conhecimento sobre o mercado de ações e as formas de se operar na bolsa. “Quem não tem conhecimento compra papéis das grandes empresas como a Vale e a Petrobras para ganhar a longo prazo, mas essas pessoas não sabem que no curto prazo e investindo em outras empresas do mercado, também podem ter grandes lucros”, enfatiza Rafael. Ele juntamente com Guilherme, ambos estudantes de administração, abriram há um ano a primeira empresa de consultoria e assessoria de Sergipe, a Futura Investimentos, e admitem que os sergipanos são muito carentes de informação nessa área.

Para tentar suprir um pouco essa carência dos potenciais investidores sergipanos, os dois consultores promovem freqüentemente cursos e palestras e estão trazendo para Aracaju nesta sexta, 4, e sábado, 5, o Investação, evento que irá abordar diversos aspectos do mercado de ações tanto para o público leigo, como para os mais experientes. “Nosso objetivo é desmistificar a Bolsa, e mostrar que não é esse bicho de sete cabeças que as pessoas tanto falam”, explica Rafael.



Por Carla Sousa do portal www.infonet.com.br

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Psicodrama ajuda no relacionamento entre empresa e profissional

O que é psicodrama? A palavra une "psique", que é a alma ou o Eu, com "drama", que é a ação, o que está por trás das cenas. Logo, a palavra psicodrama poderia ser traduzida como o "eu em ação".

As psicólogas Joceli Drummond e Andréa Claudia de Souza explicam, no livro "Sociodrama nas organizações" publicado pela Editora Ágora, que o psicodrama nos ajuda a perceber as atitudes e ações que orientam as inter-relações no trabalho. A conclusão é que ele auxilia na busca de um norte, de desejos e de objetivos, nas dinâmicas relacionais.

Experiências

O psicodrama permite às pessoas entenderem o clima organizacional e mapearem suas próprias necessidades e as do grupo. Como consultoras de empresas, na gestão dos recursos humanos, elas citaram alguns exemplos no livro.

Em uma atividade com 20 participantes, realizada em uma empresa de prestação de serviços, elas contam que foi pedido aos profissionais que escolhessem um objeto da sala onde estavam que simbolizasse suas expectativas com relação ao término daquele trabalho de psicodrama.

"Todos apresentaram suas expectativas dando ênfase ao foco relacional. O relato que mais nos chamou a atenção foi o de um participante que usou uma lâmpada como metáfora, dizendo que, no momento, ela era de 40 watts, mas, após o trabalho, gostaria que a equipe se acendesse como uma lâmpada de 100 watts. Todos os participantes concordaram com a cabeça e alguns disseram: É isso aí".

"Outros escolheram uma porta, de fechada a aberta. Outros tiveram uma expectativa mais técnica: cadeira com base sólida, quadro de escrever com maior conhecimento, entre outros". Mas, como a questão da lâmpada se destacou mais, as perguntas dos diretores foram unânimes: por que o grupo estava tão pouco iluminado? É este tipo de resposta que o psicodrama se propõe a responder.

Resultados

Em outra atividade, os participantes se dividiram em quatro grupos. Cada um tinha que escolher uma música. Uma das canções selecionadas foi a Cotidiano, de Chico Buarque. Ela dizia: "Todo dia fazemos tudo sempre igual/ Acordamos às seis da manhã/ Com aquela preguiça descomunal/ Para enfrentar a braveza gerencial/ Oito horas continua sempre igual/ Os meus colegas pegando no meu pé...".

A atividade de psicodrama permitiu que as pessoas fizessem muitas interpretações, que não seriam tão ricas se os profissionais somente conversassem sobre o cotidiano na empresa. Foram levantados temas como pressão por resultados, administração do tempo, desmotivação e liderança. O resultado foi que a empresa decidiu cultivar uma liderança situacional, em que há sinergia e co-responsabilidade na tomada de decisões.


Do portal www.infomoney.com.br

terça-feira, 17 de junho de 2008

ENSINO A DISTÂNCIA: UMA REALIDADE?

Atualmente as pressões exercidas sobre as pessoas devido às demandas econômicas, tecnológicas, sociais e políticas fazem com que nos qualifiquem para atender a essas demandas e acompanhar as exigências do mercado. O sistema capitalista (interesse econômico) exige que a educação atenda o maior número possível de pessoas em um menor tempo possível e apresente uma proposta que atenda à política social dominante. Para atender a essas exigências, as pessoas e as organizações estão utilizando, o Ensino a Distância (EAD) como alternativa, e estão encontrando vantagens e desvantagens.

Diante do exposto, cabe nos perguntar: o EAD é uma realidade'? Dentre os diversos conceitos sobre EAD, destacamos o proposto por Alves e Nova (2003), que o define como uma das modalidades de ensino-aprendizagem, possibilitada pela mediação dos suportes tecnológicos digitais e de rede, seja esta inserida em sistemas de ensinos presenciais, mistos ou completamente realizada por meio da distância física.

O EAD surge a partir da invenção da imprensa por Gutenberg em 1453, quando o homem começou a aprender diretamente dos textos, e não diretamente do professor. O correio foi o modelo precursor nos Estados Unidos da América e na Europa, sendo que, no final do milênio passado, é que surgiram os grandes sistemas de educação superior à distância na Europa, Canadá, EUA e Austrália. No Brasil, temos como precursor a Escola Internacional (1904) com seus cursos por correspondência. Tivemos outros marcos importantes: a Fundação Rádio Monitor (1939), o Instituto Universal Brasileiro (1941), a Tele educação (anos 60), o Projeto Minerva e Telecurso 2000, a criação da Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed) em 1995 e o reconhecimento do EAU como modalidade de educação pelo MEC (normalizada pela LDB em 1996 e 1998).

O EAD no Brasil está regulamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e o artigo 20 do Decreto Federal 2.494/98 destaca: "... Os cursos a distância que conferem certificado ou diploma de conclusão de ensino fundamental para jovens e adultos, do ensino médio, da educação profissional e de graduação serão oferecidos por instituições publicas ou privadas especificamente credenciadas l)ara esse fim (...)". Atualmente, as universidades corporativas surgem como umas das maiores patrocinadoras do EAD no Brasil e no mundo em função da necessidade do incremento qualitativo quantitativo da educação empresarial e
garantia da educação continuada interna.

Dados recentes indicam que o Brasil já possui aproximadamente 100 universidades corporativas contra 2.000 americanas. No que se refere às universidades virtuais, somente a partir de 1996 é que as universidades brasileiras despertaram para esta modalidade de ensino, das quais podemos destacar: PUC-RS, UFSC, Unisul e FGV on-line, que dispõem de todo aparato tecnológico, como Internet, salas de" videoconferências, teleconferências, videoaulas, CD-ROM, dentre outros, para que o processo ensino-aprendizagem seja realizado de forma mais eficaz. Buscando cumprir seu principal objetivo, que é o de aumentar o acesso ao conhecimento diminuindo barreiras geográficas, flexibilizando o local e o horário das aulas e utilizando diferentes estratégias pedagógicas, atendendo a diferentes perfis e necessidade de desenvolvimento de competências, o EAD apresenta as seguintes vantagens: atinge maior audiência;1 atende estudantes que não podem assistir às aulas na escola; os estudantes podem ser instruídos por professores das melhores instituições de ensino; os custos iniciais, em muitos casos, competem vantajosamente com a ,educação tradicional; acesso facilitado à educação; favorece ao aluno a possibilidade de escolher rotas de aprendizagem; e compartilhamento de recursos.

Porém, este processo de ensino apresenta limitações que devem ser consideradas em sua implementação: a lacuna deixada, pela ausência da interação face-a-face do educador com seus alunos e vice-versa, o reconhecimento dos cursos (como garantir um mínimo de qualidade a estes programas?) e a dificuldade em se lidar com a tecnologia (EAD é para todos?).

A onda de mudanças chega independente das vontades individuais, portanto, é necessário analisar criticamente todo o contexto e tirar vantagens destas novas tecnologias sem deixar de lado as suas limitações. O ensino a distância apresenta-se como uma alternativa para incrementar o déficit educacional brasileiro. porém é necessário que os atores, governo, instituições, educadores, alunos e professores cumpram bem o seu papel e que tenhamos uma tecnologia adequada para cada situação (público-alvo). Qualquer que seja a tecnologia e as ferramentas selecionadas como recursos de aprendizagem, é fundamental o planejamento e as estratégias de ação didática.

Gerisval Alves
Mestre em Gestão Empresarial (FGV -RJ)
Especialista em Engenharia da Qualidade
Prof. da Faculdade Atenas Maranhense - FAMA

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Carteiras recomendadas convergem para maior exposição a bens de capital

Por outro lado, cresce ceticismo de analistas frente a setores ligados à expansão do crédito, com ciclo de alta da Selic



SÃO PAULO - Em alta com analistas, os setores de bens de capital e energia destacam-se entre recomendações para este mês de junho. Em contrapartida, expectativas de maior aperto monetário prejudicam a avaliação de curto prazo para segmentos ligados à expansão do crédito.

Ao compararem-se as carteiras sugeridas, é nítida a postura um pouco mais conservadora de analistas frente a setores que obtiveram grande destaque recentemente, como os ligados ao consumo doméstico e à exportação de commodities.

Por outro lado, o destaque positivo dado aos bens de capital segue em linha com os dados divulgados na terça-feira (3) pelo IBGE sobre o mês de abril, que apontam crescimento da produção no setor de 21,0% em 12 meses e 1,6% na passagem mensal.

Reflexo do aperto

Muito deste ceticismo responde a expectativas um pouco menos favoráveis para a concessão de crédito, dado o cenário pouco animador para inflação e a já esperada resposta firme da autoridade monetária brasileira, com previsão de ciclo de alta da taxa básica de juro.

De acordo com analistas do HSBC, os segmentos que dependem diretamente do aumento do crédito para crescer poderão sofrer no curto prazo, dada a opção das autoridades por restringi-lo, a fim de conter a demanda agregada.

Deste modo, a instituição recomenda menor exposição aos setores bancário e varejo, este também pressionado pelo aumento da inadimplência. Foram retirados de sua carteira os papéis de B2W (BTOW3), Unibanco (UBBR11) e MRV (MRVE3).

Divergências: Bancos

Por outro lado, analistas do Unibanco entendem que os ainda bons fundamentos do setor financeiro justificam apostas, com expectativa de reversão do desempenho desfavorável do primeiro trimestre. Destacam os efeitos positivos que o IPO da Visanet poderia ter para os papéis dos recomendados Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4).

No mesmo sentido, a corretora Socopa aposta em bom desempenho do setor financeiro, aumentando a exposição de sua carteira aos papéis do Unibanco (UBBR11), entendendo que os papéis do segmento bancário encontram-se descontados em relação ao restante do mercado.
Consenso: Bens de Capital e Energia

Recomendando aumento da exposição ao segmento de energia, o HSBC entende que "o encerramento do processo de revisão tarifária poderá acelerar o movimento de consolidação no setor", aliado ao forte consumo industrial.

Este também embasa a expectativa positiva em torno das indústrias de bens de capital, que operam em elevados níveis de capacidade instalada. Com esta perspectiva, os analistas da instituição incluíram em sua carteira os papéis de Indústrias Romi (ROMI3) e AES Tietê (GETI4).

Destacando o vigoroso crescimento das encomendas de bens de capital, a corretora Ativa incluiu em sua carteira os papéis da WEG (WEGE3), com importante fornecimento de equipamentos para geração e transmissão de energia, assim como para a Cemig (CMIG4), que inicia processo favorável de reajuste de preços.

No mesmo sentido, os analistas do Unibanco adicionaram a WEG entre suas Top Picks, com expectativas positivas para os resultados do segundo trimestre deste ano.

Para além do curto prazo, os novos projetos relacionados a centrais hidrelétricas e bagaço de cana devem manter forte a demanda do setor de energia por seus produtos. Já a corretora Socopa aposta nos papéis da Iochpe-Maxion (MYPK3) para aproveitar o aquecimento do setor de bens de capital, bem como a retomada do segmento de vagões.

Do portal
www.infomoney.com.br

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Profissionais muito qualificados podem ter de aceitar salário incompatível

A empregabilidade do profissional muito qualificado depende do cenário econômico pelo qual passa o País. Em época de vacas magras, é possível que encontremos alguém com doutorado e experiência internacional reclamando do fato de que está à procura de um emprego há mais de seis meses, e que nada encontra.

Na sua consciência, você sabe que não é verdade. Uma pessoa com um currículo desses não pode simplesmente não achar emprego! Você está, provavelmente, certo. De acordo com o responsável pela pesquisa salarial da Catho, Mário Fagundes, as empresas raramente descartam um profissional overqualified (superqualificado) porque acreditam que não irão conseguir pagar por ele.

"A maioria das companhias pensaria: opa, vamos aproveitar esse candidato. Vamos contratar o pós-graduado e pagar salário de graduado", explica. Mas é claro que isso não pode ser generalizado. Além disso, em um bom momento econômico, como o que estamos vivendo agora, as empresas sofrem com escassez de mão-de-obra qualificada, pagando muito bem por ela. "É o caso do setor de engenharia", acrescenta.

Salário incompatível e falta de motivação

A conclusão que se chega é de que alguém superqualificado não passa grandes dificuldades para encontrar emprego. Porém, muitas vezes, diante de um cenário econômico ruim, ele pode ter de aceitar cargos mais baixos na hierarquia e salários menores, que não são compatíveis com seu know-how.

Não se trata propriamente de uma injustiça, uma vez que a contratação é uma via de mão dupla: as duas partes concordam com os termos da relação empregatícia. O problema é que isso pode ocasionar a falta de motivação por parte do profissional. "Vai chegar um momento em que ele irá notar que a contribuição que dá à empresa é desproporcional com seu salário".

Outra hipótese é a de que a organização o contrate para um cargo que não necessite tanto conhecimento ou experiência. "No processo seletivo, é comum as empresas exigirem qualificações e competências que vão além daquilo que é importante para a função. Isso ocorre em menos de 50% das vezes, mas é comum", adverte o gerente da Page Personnel (unidade de negócio do grupo Michael Page International), Igor Schultz.

O contratado costuma ter expectativas em relação ao trabalho que jamais serão cumpridas. "Como é muito qualificado, geralmente o profissional espera ser mais estratégico. Mas, se as atividades desenvolvidas não requererem tanta teoria, sendo mais operacionais, ele fica desmotivado. Às vezes, deixa a empresa", explica.

Idade e o mito do preconceito

Não existe preconceito por parte das empresas com relação ao overqualified, mas pesquisas indicam que há preconceito com relação à idade. "No entanto, a idade não tem uma relação direta com a qualificação e a experiência profissional", pondera o responsável pela pesquisa salarial da Catho, que ainda conclui: "a empregabilidade dos mais velhos qualificados é maior do que dos mais velhos com menos escolaridade".

O gerente geral da área de cursos da Catho, Rodolfo Ohl, concorda. "Não há preconceito. O profissional de Recursos Humanos do Brasil tem a mentalidade aberta. A questão, independentemente da qualificação, é se o candidato ao emprego é a peça-chave que a empresa procurava para completar seu time".

Quanto ao preconceito, por parte do contratante, originado da insegurança de ter que trabalhar com alguém que possa demonstrar mais capacidade, crescendo, desta maneira, na hierarquia, somente ocorre quando a organização é muito atrasada (ou o chefe que participa do processo seletivo é muito inseguro). "Bill Gates uma vez disse que sempre procurava contratar pessoas mais inteligentes do que ele. O empresário também disse que uma empresa é formada por constelação, e não por estrelas isoladas", lembra Ohl. Não tenha medo de investir na carreira.

A dica de Fagundes é: não tenha receio de investir na carreira. "Para ter sucesso profissional, são necessárias duas coisas: fazer o que gosta e ser o melhor naquilo que faz. E para ser o melhor, é preciso ter técnica, conhecimento teórico, formação", sublinha. "Em algum momento da conjuntura econômica, o superqualificado pode se sentir um pouco injustiçado, mas, sem dúvida, a qualificação é um investimento futuro".


Do portal UOL Economia (www.uol.com.br/economia)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A arte de perguntar

1. Quem pergunta, conhece melhor.

A partir das observações que fizemos dos encontros pedagógicos, proporíamos algumas questões preliminares para nossa reflexão:
a) É possível, tecnicamente, aprimorarmos a elaboração das perguntas no momento de uma palestra?
b) Existiria, assim, uma técnica de perguntar?
c) Como transformar uma indagação, durante um seminário de estudo, em uma pergunta expressiva?
d) Como se estrutura eficazmente a frase com que se interroga um palestrante ou um conferencista?
e) Por que é importante o exercício de perguntar em qualquer tipo de apresentação?

Comecemos, então, por esta última questão e apresentemos a seguir alguns tipos de pergunta a seguir.

Um dos maiores equívocos que um palestrante pode cometer contra sua assistência é o de acreditar que os participantes do seminário só aprendem quando prestam atenção a toda informação que os mesmos transmitem. Isso gera uma atuação passiva dos participantes e a conseqüente aceitação automática das idéias e valores dos conferencistas.

Criar um comportamento passivo na platéia não é peculiar a conferencistas autocráticos, mas a boa parte dos docentes da educação escolar, que vão do ensino fundamental à pós-graduação. Ao contrário de serem estimulados, através das perguntas, a indagar a respeito do sentido da realidade que os cerca, geralmente os alunos ou espectadores tendem a ter um comportamento meramente passivo. Quando, depois de uma conferência ou aula, o auditório não faz uma pergunta ao conferencista, com certeza, os espectadores não encontraram sentido do tema na sua prática social ou em suas vidas. Perguntar é uma forma de conhecer a verdade, de dá sentido ou validade à abordagem e tema transmitidos durante uma palestra ou aula.

Em seminários temáticos, com certa freqüência, se tem constatado que muitos alunos ainda têm resistência ou sofrem inibição na hora de perguntar. Por trás de toda inibição está, em geral, uma forma retaliação ou interdição do corpo (aquele "cala boca, menino", da época escolar). Na educação escolar, é comum encontrar situação em que o professor adverte o aluno para não perguntar muito como forma de não "atrapalhar" o andamento da aula. Depois de anos nesse processo de inculpação escolar, o aluno teme que perguntar ou expressar honestamente suas opiniões corre o risco de ser retaliado, reprovado ou expulso da sala.

Quem ministra aulas ou profere conferências, com titulação universitária ou com muitos anos de experiência na área em que atua, reluta em aceitar que os alunos encontrem, por si mesmo, o que é verdadeiro. Durante uma aula ou conferência, o ato de transmitir ou "ensinar" um conceito, um princípio ou dar uma "resposta na ponta da língua" não é mais importante do que levar o aluno a refletir como e por que chegou à determinada conclusão.

É o exercício de perguntar que transforma uma aula ou uma palestra em uma aprendizagem significativa. Isso porque toda aprendizagem é um processo contínuo, uma descoberta pessoal ou uma redescoberta interpessoal. É a pergunta que socializa o conhecimento. Através do exercício de perguntar os alunos ou espectadores estabelecem suas dúvidas, sentimentos e valores. Quem pergunta, descobre as implicações de suas opiniões ou comportamentos propostos para si e para os outros. Perguntar é também uma forma de o aluno identificar as soluções mais plausíveis para os problemas da realidade em que vive. Por fim, quem pergunta acaba por encontrar uma possível alternativa, no mundo do trabalho e na prática social, que lhe parece mais efetiva e mais eticamente válida.

Na medida em que temos a liberdade de questionar ou a experiência de aprender a questionar e refletir sobre esse exercício, aprendemos a expor nossa cosmovisão (concepção ou visão de mundo) de forma honesta, livre e totalmente desbloqueada de formas inibidoras de nossa expressão oral. É no processo de questionamento que encontramos o único e mais eficaz caminho para formarmos pessoas munidas de recursos e capazes de responder às questões da realidade social de forma criativa, construtiva e responsável.

2. Os tipos de perguntas

No âmbito da Educação, ainda não foi elaborada uma pedagogia ou metodologia de perguntar. Ensaiaríamos aqui uma sistematização de formas ou maneiras de perguntar:

a) Pergunta de investigação: este tipo de pergunta tem como fim pesquisar (no sentido acadêmico) algo da realidade em que o aluno já tua profissionalmente;

b) Pergunta de informação: a pergunta tem por fim uma solicitação de dados para a formação de um juízo de valor sobre determinado assunto;

c) Pergunta de esclarecimento: nesse caso, a pergunta tem por fim o pedido ou busca de elucidação ou explicação de algo a partir do próprio conteúdo da palestra ou aula.

d) Pergunta de algibeira: a pergunta é feita com o intuito de confundir o palestrante, em geral, de resposta difícil e embaraçosa por parte do interlocutor.

A pergunta, seja qual for a sua natureza, isto é, informativa, investigativa, elucidativa ou falaciosa, deve utilizar-se do estilo objetivo, claro, conciso, o que significa da parte do aluno a aquisição da arte de perguntar. É essa condição de arte que torna o ato de perguntar uma aquisição de habilidade de expressão oral. A pergunta expressiva se caracteriza pelo questionamento claro, que expressa personalidade de quem fala e, por conseguinte, talento ou inabilidade do perguntador.

Fazer uma pergunta expressiva lembra muito a habilidade de andar de bicicleta. Nos primeiros dias, são muitas as tentativas, exercícios, boa vontade e tempo. Com o tempo, andamos com desenvoltura e retemos uma destreza que levamos por toda vida. Assim, aqueles que desejam a aprender a inquirir de forma concisa deve ter a disposição de perguntar sempre, bem ou mal; o importante é perguntar como forma de expressar o que sente, o que sabe, enfim, seus valores, e, com isso, fazer a descarga de seu discurso e expressão oral. Fazer pergunta é uma forma de valorizarmos nossa visão de mundo, nossa fala e nossos sentimentos historicamente construídos na relação com o outro.

3. Ninguém nasce perguntador

Perguntar bem e expressivamente não é dom, e sim, uma habilidade adquirida com muito esforço. Aprender a perguntar competentemente, de forma expressiva, exige do aluno o cumprimento de procedimentos elementares. Enquanto habilidade, o exercício de perguntar se apóia no método processual, isto é, aprende-se a questionar em passos, em etapas. A forma segura, como a que apresentamos a seguir, é que torna esse exercício uma técnica, uma arte.

a) O primeiro deles é o seguinte: antes de fazer um questionamento é importante que o aluno aprenda a organizar a própria pergunta, o que equivale a dizer, a organizar a idéia a ser investigada ou esclarecida. A melhor maneira de se organizar uma idéia, a ser transformada em pergunta, é saber seu conceito, isto é, perguntar a si próprio: "Dessa idéia a ser exposta, o que já sei claramente?". Por isso, não devemos perguntar o que obviamente já temos como resposta. Devemos perguntar o que desconhecemos após acionarmos nossos esquemas cognitivos.

b) Um segundo passo a considerar é: deve-se fazer a pergunta por escrito. Mesmo para quem julga ter uma memória extraordinária, não deve descartar o registro escrito de sua pergunta e atentar que, para quem pergunta, o importante é a resposta eficaz e, para quem vai ser questionado, o importante é que entenda bem, tenha idéia clara do que lhe é indagado.

c) Um terceiro passo a se levar em conta o seguinte: a pergunta deve, a rigor, associar-se à fala do palestrante, ou seja, a pergunta deve ter alguma relação com o conteúdo e o universo cognitivo do palestrante. Nesse sentido, uma pergunta que não tem nada a ver com o que foi exposto pelo palestrante não é oportuna ou apropriada durante o tempo de debate.

Em seminários mais abertos e participativos, o aluno sendo a estimulado a perguntar como exercício de expressão oral, o palestrante deve ser advertido prontamente do conteúdo da questão para que não se sinta, desnecessariamente, constrangido, embaraçado ou impotente diante da platéia. Nem sempre conhecemos a verdade através das perguntas.

d) Outro passo importante: uma pergunta deve estar a serviço do desenvolvimento do próprio raciocínio de quem pergunta, de modo que se sinta consciente do assunto que questiona e da responsabilidade de sua pergunta, isto é, das conseqüências que sua pergunta por gerar. Particularmente acho salutares intervenções que visem colocar em evidência as contradições do discurso do palestrante, o que exige de quem pergunta muita atenção ao discurso proferido, isto é, uma escuta ativa.

Aprender a ouvir é importante para questionar o interlocutor. Quando questionamos ou relativizamos posições duras e ortodoxas do discursador é previsível algumas reações: a primeira é o palestrante ficar acuado, confuso, perplexo, se não tem suficiente competência ou segurança sobre o que diz e pensa; ou, então, refutá-la com argumentos e contra-argumentos convincentes. Com ou sem convergência de idéias, nos seminários temáticos, quando não se alcança o consenso, é sempre possível o favorecimento do diálogo, isto é, de troca de saberes.

Por fim, as pessoas que perguntam devem levar em conta que uma palestra é, por mais que se conheça previamente o assunto, sempre uma possibilidade de inovação de idéias ou inquietação intelectual do ouvinte. Ora, se há nova informação, inclusive, com o acréscimo do acervo cultural do aluno, nada o impede de rever as "perguntas de algibeira", ou seja, aquelas perguntas que faríamos antes mesmo de ouvirmos a palestra. Uma palestra não se esgota no debate, mas é algo que pode, a partir do questionamento, inquietar por toda vida o emissor e o receptor.

Por isso, seria recomendável que o palestrante antes de desenvolver sua palestra (na verdade, uma conversa colaborativa), indagasse da platéia seus principais questionamentos sobre o assunto antes de expor (ou impor) seu discurso e, só a partir daí, dar a conhecer o que trouxe de palestra para sua assistência. É procedimento metodológico eficiente o palestrante reconhecer, diante de uma assistência seleta, que ninguém é uma tabula rasa.

4. Duvidar é a melhor técnica de perguntar

Se de um lado reconhecemos a necessidade de conhecer a técnica de perguntar expressivamente, é no esforço do aluno que será desenvolvida a arte, a capacidade de perguntar bem, de forma clara, simples e objetiva.

A técnica de perguntar mostra que um questionamento é sempre um momento de construção do aprendizado; daí, nascer, gradativamente, do empenho de quem pergunta e da valorização do questionamento por parte de quem é interrogado.

O empenho do aluno, a desconfiança de que nenhuma informação transmitida é gratuita, ou seja, tudo que se transmite tem uma razão de ser e reflete ideologia de quem repassa a informação ou conhecimento, pode significar, na prática, um edificante processo de aprender a questionar de forma expressiva.

Para aprender a formular uma boa pergunta, enfim, é preciso considerar que cada pergunta não é uma fórmula pronta e acabada, mas produto de uma série de operações que passo a sintetizar assim:

A boa pergunta resulta de um planejamento de expressão oral. Deve o aluno planejar o que vai perguntar e principalmente levar em conta o tempo de pergunta. Quem planeja, aprende a distribuir o tempo no ato de perguntar, de modo a viabilizar o tempo para a resposta à sua indagação. Por isso, é de grande valia escrever, em rascunho, a pergunta que vai ser expressa oralmente.

A pergunta deve ter um objetivo bem definido. Em um seminário temático, voltado à formação, como ocorre na Escola de Formação de Governantes, uma pergunta é uma forma que o aluno tem de melhor organizar as informações recebidas. A extensão da pergunta depende, essencialmente, do objetivo e da capacidade e rapidez de quem vai formular a perguntar. Uma pessoa que tem dificuldade de articular as palavras deve formular perguntas com frases curtas, sem rebuscamentos sintáticos (por exemplo, evitar orações complexas como as subordinadas) para se fazer compreender imediatamente pelo palestrante e pela própria platéia.

A pergunta resulta de idéias. A boa pergunta resulta de idéias bem escritas, isto é, aconselhamos que se faça pergunta após registro das idéias no texto escrito. Quanto mais registramos idéias no papel, mas habilidade e segurança teremos de expô-la, sabendo, também, distinguir idéias secundárias e essenciais, o que vale também para melhor qualificarmos as perguntas. É exatamente no processo de construção de idéias que devemos conduzir a arte de bem elaborar perguntas expressivas.

Fonte: Administradores.com.br
Autor: Sandra Regina da Luz Inácio
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