Executivos e gestores também têm muito a ensinar a técnicos esportivos, músicos e artistas, sempre utilizados como analogia para o sucesso no mundo corporativo.
Atualmente, o desenvolvimento e a capacitação de gestores e líderes nas empresas são encarados como matéria estratégica. Não deveria ser diferente, pois estão nas mãos destes agentes organizacionais tanto o cenário de futuro da corporação quanto seus resultados no presente. Isto já é assunto reconhecido e consagrado.
A partir desta "verdade" organizacional desenvolveram-se práticas, sistemas, programas, modalidades, metodologias etc. para atender à demanda de treinamento destes agentes organizacionais. Como se estas soluções das escolas de management não bastassem, existem ainda formas menos ortodoxas de capacitar líderes por meio de analogias e metáforas. As mais usuais e preferidas são aquelas feitas com as orquestras sinfônicas, jazz bands, treinadores de futebol, vôlei e outras modalidades esportivas, além da ajuda das artes e da ciência que não administrativa, nem econômica.
Até aqui, e diante de alguns resultados encontrados, não há problemas, pois o fenômeno da liderança em geral, e nas empresas em particular, é complexo, e as organizações que se prestam a este tipo de approach metafórico mantém suas fronteiras abertas a tudo e a todos que possam, de alguma maneira, lançar entendimento e compreensão sobre esta complexidade.
Mérito das organizações contemporâneas, pois assumem a dificuldade e não recusam ajuda. Com esta atitude trilharam caminhos, chegaram a respostas (mesmo que provisórias), esclareceram, aprofundaram e elucidaram fatos. Não é possível negar que o desenvolvimento desta área da aprendizagem de pessoas avançou muito nos últimos anos, as escolas e treinamentos de management que o digam.
No entanto, o caminho inverso, quer dizer, usar a analogia da liderança na empresa para ser utilizada em outros espaços organizacionais, parece mais recente, pelo menos no Brasil. Sabe-se de algumas iniciativas em escolas com professores e seus indicadores de resultados, em ONGs, que no fundo são empresas, e muito pouco mais.
Não deveria ser um caminho mais explorado diante de tal desenvolvimento em tecnologia de educação e aprendizagem realizados nas (e pelas) empresas? Na verdade, por que somente os líderes empresariais precisam aprender com outros, será que sua experiência não pode ser estudada e aproveitada em outros ambientes organizacionais onde líderes são necessários? É óbvio que a resposta é positiva, líderes empresariais devem e podem contribuir.
Vamos pensar nas modalidades esportivas como um exemplo. Assíduos freqüentadores de seminários, cursos e workshops de capacitação em liderança, técnicos esportivos dizem e dividem com suas platéias o que fazem para construírem equipes vencedoras, e como chegam, a maior parte das vezes, a resultados positivos.
Falam de seus estilos, suas preferências, sua forma de entender a natureza humana e como exercer liderança sobre ela. São verdadeiros gurus, admirados, com fórmulas vencedoras e verdades para ensinar. Por que não podem aprender com a platéia que os assiste? Vamos imaginar que levássemos um líder empresarial (não necessariamente um fundador, ou um presidente), um gestor de negócio de uma empresa, por exemplo, para falar e ensinar técnicos esportivos a arte da liderança. O que estes técnicos poderiam aprender com ele? Em primeiro lugar, e principalmente, como conseguir resultados e produtividade de equipes e pessoas, em tempos de competição permanente (não só em um campeonato), com muita competência em controlar custos, qualidade e mantendo clima organizacional.
Além disto:
- flexibilidade e adaptabilidade para trabalhar em ambientes de mudança constante;
- modelos de gestão de equipes com semi-autonomia decisória;
- competências em gestão de talentos, conflitos e desempenhos;
Parece que valeria a tentativa (se é que ela já não existe) e a troca nesta direção poderia ser produtiva para os dois lados. Gestores organizacionais têm, sim, muita experiência para dividir e ensinar neste campo.
A história das mudanças organizacionais nesta nova era foram, em grande parte, realizadas pelas mãos de alguns destes líderes. No mínimo seria uma questão de justiça, pois quem ensina também aprende e, então, nada mais lógico que técnicos esportivos possam aprender com esta experiência. E por que maestros, diretores de teatro e outros tipos de líderes não poderiam aprender com gestores também? Já chegou a hora de fazer este reconhecimento aos líderes e gestores de empresas, eles também podem se transformar em analogias de aprendizagem para outros.
Luis Felipe Cortoni, professor da Fundação Vanzolini (USP) e sócio-diretor da LCZ Desenvolvimento de Pessoas e Organizações (www.lczconsultoria.com.br)
www.administradores.com
Esse blog tem o intuito de proporcionar conhecimentos e informações relevantes ao campo da Administração!
Lembrando que estamos sempre abertos a dicas e opiniões que ajudem nosso blog a tornar-se cada vez melhor!
quarta-feira, 16 de julho de 2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Diretor de marketing da Samsung, Carlos Werner fala da importância de investir no esporte
Após a experiência bem sucedida com o "Time Medalha Azul" durante os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, a Samsung decidiu manter o investimento em atletas de ponta para manter sua imagem ligada ao esporte brasileiro. Na última quarta-feira (11/06), a multinacional coreana organizou uma festa para apresentar o seu novo "time" de atletas patrocinados, agora tendo em vista a performance nos Jogos Olímpicos de Pequim, que começam em 8 de agosto.
Apesar de ser patrocinadora oficial dos Jogos, a empresa decidiu apostar em nomes consagrados da mídia, com o objetivo de ampliar a exposição de sua marca durante e após o evento. Foi por isso que o time de 2008 passou a ter como característica a aposta em atletas com grandes chances de medalhas.
São os casos de Giba (vôlei), Marta (futebol), Daiane dos Santos (ginástica), Robert Scheidt (vela) e Clodoaldo Silva (natação paraolímpica). Eles se juntam a jovens promessas, como Priscila Xavier, do judô, e esperanças como a nadadora Flávia Delaroli. Ao todo, são dez esportistas fazendo parte do time da Samsung, com contrato até o final deste ano.
A aposta na equipe de atletas representa também o primeiro investimento com grande exposição na mídia da empresa desde a saída do Corinthians, no final do ano passado.
Em entrevista exclusiva Carlos Werner, diretor de marketing da empresa, fala sobre Olimpíadas, atletas patrocinados, planos para aderir à Lei de Incentivo ao Esporte e também como vai utilizar a imagem dos patrocinados antes, durante e após os Jogos.
"A gente acredita muito no esporte, nos valores do esporte, simpatiza com ele. Nossa intenção é fazer algo duradouro. Espero conseguir fazer algo do porte deste ano, e por muitos anos".
Máquina do Esporte: Da equipe que fez parte do projeto no ano passado, apenas Maurício e Franck Caldeira ainda estão presentes. Por que essa mudança?
Carlos Werner: A gente quis renovar um pouco, mudar um pouco o mix de atletas, a ponto de fazer novas apostas. Os atletas do ano passado já receberam algum apoio, tiveram um sucesso muito grande. Mas foi mesmo da tentativa de dar uma renovada no time, trazendo um pouco dos valores do ano passado, apostar em novas figuras.
ME: Com a nova formação do grupo de patrocinados, a chances de medalhas nas Olimpíadas são maiores?
CW: Eu tenho certeza que sim. Vai ser difícil bater a meta do ano passado, porque nós tivemos muitas medalhas. O time da Samsung, nos ranking dos países [participantes do Pan-Americano de 2007], teria ficado em quarto lugar. Então vai ser difícil bater essa meta.
ME: Qual estratégia de marketing foi traçada para esses atletas?
CW: Nós temos um comercial de TV, e nosso objetivo é dividir isso com a população brasileira. A gente quer divulgar esse tipo de patrocínio, divulgar a imagem dos atletas, e mais importante, mostrar que os valores dos atletas são muito similares aos valores da nossa marca.
ME: A Samsung tem planos para continuar esse tipo de investimento após a Olimpíada?
CW: A gente quer que essa iniciativa seja duradoura, porque ela tem uma parte voltada para o social também. Afinal, a gente contribui para o desenvolvimento do esporte no Brasil também. E eu acho que essa é uma atividade que não pode depender só do Estado, tem que depender da iniciativa privada também. A gente acredita muito no esporte, acredita nos valores do esporte, simpatiza com ele. A nossa intenção é fazer algo duradouro. Espero conseguir fazer algo do porte deste ano, e por muitos anos.
ME: Nesse sentido, existe algum plano para que o patrocínio seja feito via Lei de Incentivo ao Esporte?
CW: Nós estamos tentando enquadrar a Samsung nisso, até para ampliar os negócios. Por enquanto, nossas campanhas são só voltadas ao marketing. A gente precisa de uma reestruturação fiscal que permite a adesão à lei.
ME: A saída da empresa do Corinthians possibilitou que o investimento no time olímpico fosse maior este ano em relação à equipe do Pan?
CW: Uma coisa não teve muito a ver com a outra. A gente gostaria de continuar patrocinando o Corinthians, mas, mesmo assim, a Samsung não deixou de investir no futebol. A intenção é solidificar o nome da marca no esporte, tanto que a gente colaborou com a Federação Paulista de Futebol (FPF) esta temporada, temos investimentos na Copa Nextel Stock Car, organizamos torneios de golfe, corridas de rua. Este ano a gente está patrocinando também o World Cyber Games (WCG). Os tipos de patrocínios são diferentes. O ano passado, a Samsung brasileira que patrocinou o Pan. Para as Olimpíadas, quem investe é a Samsung lá de fora. Claro que a gente teve que rever o e ampliar o projeto para esse ano, mas os investimentos foram equivalentes.
ME: Houve um bom retorno pela campanha feita no Pan-Americano? Vocês já esperavam isso?
CW: Sim. E era algo pelo qual esperávamos. A gente sempre teve muita fé nesse programa, reditou que seria um sucesso muito grande. Porque os atletas são de ponta, são atletas de nível olímpico, alguns consagrados, outros que são grandes promessas.
ME: A mescla de atletas é importante, então?
CW: Exatamente. No ano passado a gente também mesclou monstros sagrados com jovens promessas e a expectativa foi cumprida. Trouxemos muitas medalhas para o Brasil.
ME: Além do comercial de TV, a empresa espera usar outras mídias para divulgar os patrocínios aos atletas?
CW: A televisão é o foco porque o objetivo é divulgar a imagem dos atletas. Mas faremos campanhas em revistas, jornais e na internet. Inclusive temos um website onde o jornalista Álvaro José nos ajudará colocando alguns fatos sobre as Olimpíadas.
ME: O senhor disse que os contratos dos atletas vão até o final do ano. Como a empresa pretende usar a imagem do seu time depois dos Jogos Olímpicos?
CW: Independentemente do que acontecer, a Samsung continuará apoiando os atletas, pois muitos deles já são consagrados. O objetivo é que eles nos tragam medalhas. O patrocínio continua valendo, nada vai mudar.
ME: Qual foi o critério para a escolha dos atletas que formam a campanha?
CW: A gente quis fazer um leque abrangente, de diferentes perfis. Pegar atletas de alta performance tanto no masculino quanto no feminino. Outros esportistas de modalidades que estão crescendo no Brasil, apostar em jovens talentos. Não foi uma escolha aleatória, foi tudo bem planejado.
Por Raphael Rocha - Fonte: Máquina do Esporte
DO SITE: www.marketing.com.br
Apesar de ser patrocinadora oficial dos Jogos, a empresa decidiu apostar em nomes consagrados da mídia, com o objetivo de ampliar a exposição de sua marca durante e após o evento. Foi por isso que o time de 2008 passou a ter como característica a aposta em atletas com grandes chances de medalhas.
São os casos de Giba (vôlei), Marta (futebol), Daiane dos Santos (ginástica), Robert Scheidt (vela) e Clodoaldo Silva (natação paraolímpica). Eles se juntam a jovens promessas, como Priscila Xavier, do judô, e esperanças como a nadadora Flávia Delaroli. Ao todo, são dez esportistas fazendo parte do time da Samsung, com contrato até o final deste ano.
A aposta na equipe de atletas representa também o primeiro investimento com grande exposição na mídia da empresa desde a saída do Corinthians, no final do ano passado.
Em entrevista exclusiva Carlos Werner, diretor de marketing da empresa, fala sobre Olimpíadas, atletas patrocinados, planos para aderir à Lei de Incentivo ao Esporte e também como vai utilizar a imagem dos patrocinados antes, durante e após os Jogos.
"A gente acredita muito no esporte, nos valores do esporte, simpatiza com ele. Nossa intenção é fazer algo duradouro. Espero conseguir fazer algo do porte deste ano, e por muitos anos".
Máquina do Esporte: Da equipe que fez parte do projeto no ano passado, apenas Maurício e Franck Caldeira ainda estão presentes. Por que essa mudança?
Carlos Werner: A gente quis renovar um pouco, mudar um pouco o mix de atletas, a ponto de fazer novas apostas. Os atletas do ano passado já receberam algum apoio, tiveram um sucesso muito grande. Mas foi mesmo da tentativa de dar uma renovada no time, trazendo um pouco dos valores do ano passado, apostar em novas figuras.
ME: Com a nova formação do grupo de patrocinados, a chances de medalhas nas Olimpíadas são maiores?
CW: Eu tenho certeza que sim. Vai ser difícil bater a meta do ano passado, porque nós tivemos muitas medalhas. O time da Samsung, nos ranking dos países [participantes do Pan-Americano de 2007], teria ficado em quarto lugar. Então vai ser difícil bater essa meta.
ME: Qual estratégia de marketing foi traçada para esses atletas?
CW: Nós temos um comercial de TV, e nosso objetivo é dividir isso com a população brasileira. A gente quer divulgar esse tipo de patrocínio, divulgar a imagem dos atletas, e mais importante, mostrar que os valores dos atletas são muito similares aos valores da nossa marca.
ME: A Samsung tem planos para continuar esse tipo de investimento após a Olimpíada?
CW: A gente quer que essa iniciativa seja duradoura, porque ela tem uma parte voltada para o social também. Afinal, a gente contribui para o desenvolvimento do esporte no Brasil também. E eu acho que essa é uma atividade que não pode depender só do Estado, tem que depender da iniciativa privada também. A gente acredita muito no esporte, acredita nos valores do esporte, simpatiza com ele. A nossa intenção é fazer algo duradouro. Espero conseguir fazer algo do porte deste ano, e por muitos anos.
ME: Nesse sentido, existe algum plano para que o patrocínio seja feito via Lei de Incentivo ao Esporte?
CW: Nós estamos tentando enquadrar a Samsung nisso, até para ampliar os negócios. Por enquanto, nossas campanhas são só voltadas ao marketing. A gente precisa de uma reestruturação fiscal que permite a adesão à lei.
ME: A saída da empresa do Corinthians possibilitou que o investimento no time olímpico fosse maior este ano em relação à equipe do Pan?
CW: Uma coisa não teve muito a ver com a outra. A gente gostaria de continuar patrocinando o Corinthians, mas, mesmo assim, a Samsung não deixou de investir no futebol. A intenção é solidificar o nome da marca no esporte, tanto que a gente colaborou com a Federação Paulista de Futebol (FPF) esta temporada, temos investimentos na Copa Nextel Stock Car, organizamos torneios de golfe, corridas de rua. Este ano a gente está patrocinando também o World Cyber Games (WCG). Os tipos de patrocínios são diferentes. O ano passado, a Samsung brasileira que patrocinou o Pan. Para as Olimpíadas, quem investe é a Samsung lá de fora. Claro que a gente teve que rever o e ampliar o projeto para esse ano, mas os investimentos foram equivalentes.
ME: Houve um bom retorno pela campanha feita no Pan-Americano? Vocês já esperavam isso?
CW: Sim. E era algo pelo qual esperávamos. A gente sempre teve muita fé nesse programa, reditou que seria um sucesso muito grande. Porque os atletas são de ponta, são atletas de nível olímpico, alguns consagrados, outros que são grandes promessas.
ME: A mescla de atletas é importante, então?
CW: Exatamente. No ano passado a gente também mesclou monstros sagrados com jovens promessas e a expectativa foi cumprida. Trouxemos muitas medalhas para o Brasil.
ME: Além do comercial de TV, a empresa espera usar outras mídias para divulgar os patrocínios aos atletas?
CW: A televisão é o foco porque o objetivo é divulgar a imagem dos atletas. Mas faremos campanhas em revistas, jornais e na internet. Inclusive temos um website onde o jornalista Álvaro José nos ajudará colocando alguns fatos sobre as Olimpíadas.
ME: O senhor disse que os contratos dos atletas vão até o final do ano. Como a empresa pretende usar a imagem do seu time depois dos Jogos Olímpicos?
CW: Independentemente do que acontecer, a Samsung continuará apoiando os atletas, pois muitos deles já são consagrados. O objetivo é que eles nos tragam medalhas. O patrocínio continua valendo, nada vai mudar.
ME: Qual foi o critério para a escolha dos atletas que formam a campanha?
CW: A gente quis fazer um leque abrangente, de diferentes perfis. Pegar atletas de alta performance tanto no masculino quanto no feminino. Outros esportistas de modalidades que estão crescendo no Brasil, apostar em jovens talentos. Não foi uma escolha aleatória, foi tudo bem planejado.
Por Raphael Rocha - Fonte: Máquina do Esporte
DO SITE: www.marketing.com.br
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Celular aumenta produtividade na usina de cana
O uso do celular para monitorar a produção de cana-de-açúcar de uma usina começa a ganhar espaço no Brasil. O boletim sobre o monitoramento de uma operação, que anteriormente levava até quatro dias, entre chegar na usina e ser digitado, passou a ser on-line e em tempo real.
Problemas como falta de combustível nos veículos ou chuvas em algumas áreas são imediatamente identificados, possibilitando a transferência das frotas. "A tomada de decisão é praticamente on-line", diz o gerente de TI do Grupo Equipav, Sérgio Caliane, que utiliza o sistema da Simova.
Caliane explica que, caso o funcionário esteja trabalhando em um ambiente sem sinal, não haverá perda de dados. "Se os dados não forem transmitidos por mais de quatro horas, será emitido um alerta, já que nenhuma atividade demanda esse tempo".
Com o monitoramento constante feito pelo uso do celular, o número de horas de máquinas paradas é reduzido, o que permite também uma grande redução no custo de operação. Além do benefício de monitoramento da frota, todas as operações apontadas são integradas ao sistema de gerenciamento agrícola, eliminando o processo de digitação destes dados e possíveis erros.
"Temos desenvolvido muitos projetos para o uso de celulares em fazendas de cultivo de cana, principalmente devido aos diversos benefícios que este tipo de tecnologia traz, a começar pela interface que é fácil e elimina a necessidade de treinamentos complexos", afirma Fábio Calegari, diretor comercial da Simova. O aplicativo é instalado na área de jogos do celular, o que facilita o uso por parte dos funcionários da usina.
(Sérgio Toledo – InvestNews: www.investnews.com.br)
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Bolsa de Valores: o 'pior' momento é o melhor
Consultores do mercado de ações apostam que apesar das perdas este é um bom momento para investir
O mercado de ações nos últimos dias tem espantado potenciais investidores e assustado os menos experientes que já estão investindo nessa área. Essa semana o índice da Bovespa chegou a fechar em queda de quase 4% e, de acordo, com especialistas, não dá para prever melhoras no curto prazo. “Além disso, também não tem como saber até onde vai o fundo do poço”, explica o consultor Guilherme Beviláqua.
A grande reviravolta na Bolsa, que durante muito tempo acumulou grandes ganhos, está ocorrendo por conta da crise dos Estados Unidos. No mercado americano, o período de queda das ações já dura nove meses e os investidores de lá estão saindo em massa do mercado para proteger o seu capital. Como a economia opera de forma global, o medo das perdas assusta também os brasileiros. No entanto, este não é só um momento de perdas.
Para os investidores mais experientes é nesse momento de puro pessimismo que vem os grandes ganhos. “Quem já tem experiência com o mercado de ações não se espanta com as quedas. Tem muita gente que faz grandes fortunas nesses momentos”, ressalta Rafael Prudente, consultor de bolsa e sócio de Guilherme numa empresa de assessoria e consultoria em bolsas de valores e renda variável.
A ‘jogada’ nesse momento é comprar papéis desvalorizados e investir a longo prazo, que corresponde a no mínimo dois anos. “Quem entende pouco, quando chega nessa hora quer sair da bolsa, mas se o objetivo é longo prazo essa é a hora de investir e ganhar dinheiro no futuro”, explica Rafael. Guilherme vai mais a fundo e diz que “quando todo mundo está assustado é realmente a hora de entrar. Na hora que todo mundo quer entrar é hora de cair fora”.
Rafael aconselha que quem já está investindo diretamente em ações tem que ser disciplinado e inteligente para saber quais estratégias usar em investimentos de longo e curto prazo. “Quem investe no curto prazo tem que ter sensibilidade e minimizar as perdas e quem está no longo prazo tem que comprar de boas empresas e esperar”, acrescenta.
Investidores em Sergipe
De acordo com os consultores, o perfil do investidor de Sergipe é basicamente de longo prazo, o que pode ser justificado pela falta de conhecimento sobre o mercado de ações e as formas de se operar na bolsa. “Quem não tem conhecimento compra papéis das grandes empresas como a Vale e a Petrobras para ganhar a longo prazo, mas essas pessoas não sabem que no curto prazo e investindo em outras empresas do mercado, também podem ter grandes lucros”, enfatiza Rafael. Ele juntamente com Guilherme, ambos estudantes de administração, abriram há um ano a primeira empresa de consultoria e assessoria de Sergipe, a Futura Investimentos, e admitem que os sergipanos são muito carentes de informação nessa área.
Para tentar suprir um pouco essa carência dos potenciais investidores sergipanos, os dois consultores promovem freqüentemente cursos e palestras e estão trazendo para Aracaju nesta sexta, 4, e sábado, 5, o Investação, evento que irá abordar diversos aspectos do mercado de ações tanto para o público leigo, como para os mais experientes. “Nosso objetivo é desmistificar a Bolsa, e mostrar que não é esse bicho de sete cabeças que as pessoas tanto falam”, explica Rafael.
Por Carla Sousa do portal www.infonet.com.br
O mercado de ações nos últimos dias tem espantado potenciais investidores e assustado os menos experientes que já estão investindo nessa área. Essa semana o índice da Bovespa chegou a fechar em queda de quase 4% e, de acordo, com especialistas, não dá para prever melhoras no curto prazo. “Além disso, também não tem como saber até onde vai o fundo do poço”, explica o consultor Guilherme Beviláqua.
A grande reviravolta na Bolsa, que durante muito tempo acumulou grandes ganhos, está ocorrendo por conta da crise dos Estados Unidos. No mercado americano, o período de queda das ações já dura nove meses e os investidores de lá estão saindo em massa do mercado para proteger o seu capital. Como a economia opera de forma global, o medo das perdas assusta também os brasileiros. No entanto, este não é só um momento de perdas.
Para os investidores mais experientes é nesse momento de puro pessimismo que vem os grandes ganhos. “Quem já tem experiência com o mercado de ações não se espanta com as quedas. Tem muita gente que faz grandes fortunas nesses momentos”, ressalta Rafael Prudente, consultor de bolsa e sócio de Guilherme numa empresa de assessoria e consultoria em bolsas de valores e renda variável.
A ‘jogada’ nesse momento é comprar papéis desvalorizados e investir a longo prazo, que corresponde a no mínimo dois anos. “Quem entende pouco, quando chega nessa hora quer sair da bolsa, mas se o objetivo é longo prazo essa é a hora de investir e ganhar dinheiro no futuro”, explica Rafael. Guilherme vai mais a fundo e diz que “quando todo mundo está assustado é realmente a hora de entrar. Na hora que todo mundo quer entrar é hora de cair fora”.
Rafael aconselha que quem já está investindo diretamente em ações tem que ser disciplinado e inteligente para saber quais estratégias usar em investimentos de longo e curto prazo. “Quem investe no curto prazo tem que ter sensibilidade e minimizar as perdas e quem está no longo prazo tem que comprar de boas empresas e esperar”, acrescenta.
Investidores em Sergipe
De acordo com os consultores, o perfil do investidor de Sergipe é basicamente de longo prazo, o que pode ser justificado pela falta de conhecimento sobre o mercado de ações e as formas de se operar na bolsa. “Quem não tem conhecimento compra papéis das grandes empresas como a Vale e a Petrobras para ganhar a longo prazo, mas essas pessoas não sabem que no curto prazo e investindo em outras empresas do mercado, também podem ter grandes lucros”, enfatiza Rafael. Ele juntamente com Guilherme, ambos estudantes de administração, abriram há um ano a primeira empresa de consultoria e assessoria de Sergipe, a Futura Investimentos, e admitem que os sergipanos são muito carentes de informação nessa área.
Para tentar suprir um pouco essa carência dos potenciais investidores sergipanos, os dois consultores promovem freqüentemente cursos e palestras e estão trazendo para Aracaju nesta sexta, 4, e sábado, 5, o Investação, evento que irá abordar diversos aspectos do mercado de ações tanto para o público leigo, como para os mais experientes. “Nosso objetivo é desmistificar a Bolsa, e mostrar que não é esse bicho de sete cabeças que as pessoas tanto falam”, explica Rafael.
Por Carla Sousa do portal www.infonet.com.br
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segunda-feira, 23 de junho de 2008
Psicodrama ajuda no relacionamento entre empresa e profissional
O que é psicodrama? A palavra une "psique", que é a alma ou o Eu, com "drama", que é a ação, o que está por trás das cenas. Logo, a palavra psicodrama poderia ser traduzida como o "eu em ação".
As psicólogas Joceli Drummond e Andréa Claudia de Souza explicam, no livro "Sociodrama nas organizações" publicado pela Editora Ágora, que o psicodrama nos ajuda a perceber as atitudes e ações que orientam as inter-relações no trabalho. A conclusão é que ele auxilia na busca de um norte, de desejos e de objetivos, nas dinâmicas relacionais.
Experiências
O psicodrama permite às pessoas entenderem o clima organizacional e mapearem suas próprias necessidades e as do grupo. Como consultoras de empresas, na gestão dos recursos humanos, elas citaram alguns exemplos no livro.
Em uma atividade com 20 participantes, realizada em uma empresa de prestação de serviços, elas contam que foi pedido aos profissionais que escolhessem um objeto da sala onde estavam que simbolizasse suas expectativas com relação ao término daquele trabalho de psicodrama.
"Todos apresentaram suas expectativas dando ênfase ao foco relacional. O relato que mais nos chamou a atenção foi o de um participante que usou uma lâmpada como metáfora, dizendo que, no momento, ela era de 40 watts, mas, após o trabalho, gostaria que a equipe se acendesse como uma lâmpada de 100 watts. Todos os participantes concordaram com a cabeça e alguns disseram: É isso aí".
"Outros escolheram uma porta, de fechada a aberta. Outros tiveram uma expectativa mais técnica: cadeira com base sólida, quadro de escrever com maior conhecimento, entre outros". Mas, como a questão da lâmpada se destacou mais, as perguntas dos diretores foram unânimes: por que o grupo estava tão pouco iluminado? É este tipo de resposta que o psicodrama se propõe a responder.
Resultados
Em outra atividade, os participantes se dividiram em quatro grupos. Cada um tinha que escolher uma música. Uma das canções selecionadas foi a Cotidiano, de Chico Buarque. Ela dizia: "Todo dia fazemos tudo sempre igual/ Acordamos às seis da manhã/ Com aquela preguiça descomunal/ Para enfrentar a braveza gerencial/ Oito horas continua sempre igual/ Os meus colegas pegando no meu pé...".
A atividade de psicodrama permitiu que as pessoas fizessem muitas interpretações, que não seriam tão ricas se os profissionais somente conversassem sobre o cotidiano na empresa. Foram levantados temas como pressão por resultados, administração do tempo, desmotivação e liderança. O resultado foi que a empresa decidiu cultivar uma liderança situacional, em que há sinergia e co-responsabilidade na tomada de decisões.
Do portal www.infomoney.com.br
As psicólogas Joceli Drummond e Andréa Claudia de Souza explicam, no livro "Sociodrama nas organizações" publicado pela Editora Ágora, que o psicodrama nos ajuda a perceber as atitudes e ações que orientam as inter-relações no trabalho. A conclusão é que ele auxilia na busca de um norte, de desejos e de objetivos, nas dinâmicas relacionais.
Experiências
O psicodrama permite às pessoas entenderem o clima organizacional e mapearem suas próprias necessidades e as do grupo. Como consultoras de empresas, na gestão dos recursos humanos, elas citaram alguns exemplos no livro.
Em uma atividade com 20 participantes, realizada em uma empresa de prestação de serviços, elas contam que foi pedido aos profissionais que escolhessem um objeto da sala onde estavam que simbolizasse suas expectativas com relação ao término daquele trabalho de psicodrama.
"Todos apresentaram suas expectativas dando ênfase ao foco relacional. O relato que mais nos chamou a atenção foi o de um participante que usou uma lâmpada como metáfora, dizendo que, no momento, ela era de 40 watts, mas, após o trabalho, gostaria que a equipe se acendesse como uma lâmpada de 100 watts. Todos os participantes concordaram com a cabeça e alguns disseram: É isso aí".
"Outros escolheram uma porta, de fechada a aberta. Outros tiveram uma expectativa mais técnica: cadeira com base sólida, quadro de escrever com maior conhecimento, entre outros". Mas, como a questão da lâmpada se destacou mais, as perguntas dos diretores foram unânimes: por que o grupo estava tão pouco iluminado? É este tipo de resposta que o psicodrama se propõe a responder.
Resultados
Em outra atividade, os participantes se dividiram em quatro grupos. Cada um tinha que escolher uma música. Uma das canções selecionadas foi a Cotidiano, de Chico Buarque. Ela dizia: "Todo dia fazemos tudo sempre igual/ Acordamos às seis da manhã/ Com aquela preguiça descomunal/ Para enfrentar a braveza gerencial/ Oito horas continua sempre igual/ Os meus colegas pegando no meu pé...".
A atividade de psicodrama permitiu que as pessoas fizessem muitas interpretações, que não seriam tão ricas se os profissionais somente conversassem sobre o cotidiano na empresa. Foram levantados temas como pressão por resultados, administração do tempo, desmotivação e liderança. O resultado foi que a empresa decidiu cultivar uma liderança situacional, em que há sinergia e co-responsabilidade na tomada de decisões.
Do portal www.infomoney.com.br
terça-feira, 17 de junho de 2008
ENSINO A DISTÂNCIA: UMA REALIDADE?
Atualmente as pressões exercidas sobre as pessoas devido às demandas econômicas, tecnológicas, sociais e políticas fazem com que nos qualifiquem para atender a essas demandas e acompanhar as exigências do mercado. O sistema capitalista (interesse econômico) exige que a educação atenda o maior número possível de pessoas em um menor tempo possível e apresente uma proposta que atenda à política social dominante. Para atender a essas exigências, as pessoas e as organizações estão utilizando, o Ensino a Distância (EAD) como alternativa, e estão encontrando vantagens e desvantagens.
Diante do exposto, cabe nos perguntar: o EAD é uma realidade'? Dentre os diversos conceitos sobre EAD, destacamos o proposto por Alves e Nova (2003), que o define como uma das modalidades de ensino-aprendizagem, possibilitada pela mediação dos suportes tecnológicos digitais e de rede, seja esta inserida em sistemas de ensinos presenciais, mistos ou completamente realizada por meio da distância física.
O EAD surge a partir da invenção da imprensa por Gutenberg em 1453, quando o homem começou a aprender diretamente dos textos, e não diretamente do professor. O correio foi o modelo precursor nos Estados Unidos da América e na Europa, sendo que, no final do milênio passado, é que surgiram os grandes sistemas de educação superior à distância na Europa, Canadá, EUA e Austrália. No Brasil, temos como precursor a Escola Internacional (1904) com seus cursos por correspondência. Tivemos outros marcos importantes: a Fundação Rádio Monitor (1939), o Instituto Universal Brasileiro (1941), a Tele educação (anos 60), o Projeto Minerva e Telecurso 2000, a criação da Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed) em 1995 e o reconhecimento do EAU como modalidade de educação pelo MEC (normalizada pela LDB em 1996 e 1998).
O EAD no Brasil está regulamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e o artigo 20 do Decreto Federal 2.494/98 destaca: "... Os cursos a distância que conferem certificado ou diploma de conclusão de ensino fundamental para jovens e adultos, do ensino médio, da educação profissional e de graduação serão oferecidos por instituições publicas ou privadas especificamente credenciadas l)ara esse fim (...)". Atualmente, as universidades corporativas surgem como umas das maiores patrocinadoras do EAD no Brasil e no mundo em função da necessidade do incremento qualitativo quantitativo da educação empresarial e
garantia da educação continuada interna.
Dados recentes indicam que o Brasil já possui aproximadamente 100 universidades corporativas contra 2.000 americanas. No que se refere às universidades virtuais, somente a partir de 1996 é que as universidades brasileiras despertaram para esta modalidade de ensino, das quais podemos destacar: PUC-RS, UFSC, Unisul e FGV on-line, que dispõem de todo aparato tecnológico, como Internet, salas de" videoconferências, teleconferências, videoaulas, CD-ROM, dentre outros, para que o processo ensino-aprendizagem seja realizado de forma mais eficaz. Buscando cumprir seu principal objetivo, que é o de aumentar o acesso ao conhecimento diminuindo barreiras geográficas, flexibilizando o local e o horário das aulas e utilizando diferentes estratégias pedagógicas, atendendo a diferentes perfis e necessidade de desenvolvimento de competências, o EAD apresenta as seguintes vantagens: atinge maior audiência;1 atende estudantes que não podem assistir às aulas na escola; os estudantes podem ser instruídos por professores das melhores instituições de ensino; os custos iniciais, em muitos casos, competem vantajosamente com a ,educação tradicional; acesso facilitado à educação; favorece ao aluno a possibilidade de escolher rotas de aprendizagem; e compartilhamento de recursos.
Porém, este processo de ensino apresenta limitações que devem ser consideradas em sua implementação: a lacuna deixada, pela ausência da interação face-a-face do educador com seus alunos e vice-versa, o reconhecimento dos cursos (como garantir um mínimo de qualidade a estes programas?) e a dificuldade em se lidar com a tecnologia (EAD é para todos?).
A onda de mudanças chega independente das vontades individuais, portanto, é necessário analisar criticamente todo o contexto e tirar vantagens destas novas tecnologias sem deixar de lado as suas limitações. O ensino a distância apresenta-se como uma alternativa para incrementar o déficit educacional brasileiro. porém é necessário que os atores, governo, instituições, educadores, alunos e professores cumpram bem o seu papel e que tenhamos uma tecnologia adequada para cada situação (público-alvo). Qualquer que seja a tecnologia e as ferramentas selecionadas como recursos de aprendizagem, é fundamental o planejamento e as estratégias de ação didática.
Gerisval Alves
Mestre em Gestão Empresarial (FGV -RJ)
Especialista em Engenharia da Qualidade
Prof. da Faculdade Atenas Maranhense - FAMA
Diante do exposto, cabe nos perguntar: o EAD é uma realidade'? Dentre os diversos conceitos sobre EAD, destacamos o proposto por Alves e Nova (2003), que o define como uma das modalidades de ensino-aprendizagem, possibilitada pela mediação dos suportes tecnológicos digitais e de rede, seja esta inserida em sistemas de ensinos presenciais, mistos ou completamente realizada por meio da distância física.
O EAD surge a partir da invenção da imprensa por Gutenberg em 1453, quando o homem começou a aprender diretamente dos textos, e não diretamente do professor. O correio foi o modelo precursor nos Estados Unidos da América e na Europa, sendo que, no final do milênio passado, é que surgiram os grandes sistemas de educação superior à distância na Europa, Canadá, EUA e Austrália. No Brasil, temos como precursor a Escola Internacional (1904) com seus cursos por correspondência. Tivemos outros marcos importantes: a Fundação Rádio Monitor (1939), o Instituto Universal Brasileiro (1941), a Tele educação (anos 60), o Projeto Minerva e Telecurso 2000, a criação da Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed) em 1995 e o reconhecimento do EAU como modalidade de educação pelo MEC (normalizada pela LDB em 1996 e 1998).
O EAD no Brasil está regulamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e o artigo 20 do Decreto Federal 2.494/98 destaca: "... Os cursos a distância que conferem certificado ou diploma de conclusão de ensino fundamental para jovens e adultos, do ensino médio, da educação profissional e de graduação serão oferecidos por instituições publicas ou privadas especificamente credenciadas l)ara esse fim (...)". Atualmente, as universidades corporativas surgem como umas das maiores patrocinadoras do EAD no Brasil e no mundo em função da necessidade do incremento qualitativo quantitativo da educação empresarial e
garantia da educação continuada interna.
Dados recentes indicam que o Brasil já possui aproximadamente 100 universidades corporativas contra 2.000 americanas. No que se refere às universidades virtuais, somente a partir de 1996 é que as universidades brasileiras despertaram para esta modalidade de ensino, das quais podemos destacar: PUC-RS, UFSC, Unisul e FGV on-line, que dispõem de todo aparato tecnológico, como Internet, salas de" videoconferências, teleconferências, videoaulas, CD-ROM, dentre outros, para que o processo ensino-aprendizagem seja realizado de forma mais eficaz. Buscando cumprir seu principal objetivo, que é o de aumentar o acesso ao conhecimento diminuindo barreiras geográficas, flexibilizando o local e o horário das aulas e utilizando diferentes estratégias pedagógicas, atendendo a diferentes perfis e necessidade de desenvolvimento de competências, o EAD apresenta as seguintes vantagens: atinge maior audiência;1 atende estudantes que não podem assistir às aulas na escola; os estudantes podem ser instruídos por professores das melhores instituições de ensino; os custos iniciais, em muitos casos, competem vantajosamente com a ,educação tradicional; acesso facilitado à educação; favorece ao aluno a possibilidade de escolher rotas de aprendizagem; e compartilhamento de recursos.
Porém, este processo de ensino apresenta limitações que devem ser consideradas em sua implementação: a lacuna deixada, pela ausência da interação face-a-face do educador com seus alunos e vice-versa, o reconhecimento dos cursos (como garantir um mínimo de qualidade a estes programas?) e a dificuldade em se lidar com a tecnologia (EAD é para todos?).
A onda de mudanças chega independente das vontades individuais, portanto, é necessário analisar criticamente todo o contexto e tirar vantagens destas novas tecnologias sem deixar de lado as suas limitações. O ensino a distância apresenta-se como uma alternativa para incrementar o déficit educacional brasileiro. porém é necessário que os atores, governo, instituições, educadores, alunos e professores cumpram bem o seu papel e que tenhamos uma tecnologia adequada para cada situação (público-alvo). Qualquer que seja a tecnologia e as ferramentas selecionadas como recursos de aprendizagem, é fundamental o planejamento e as estratégias de ação didática.
Gerisval Alves
Mestre em Gestão Empresarial (FGV -RJ)
Especialista em Engenharia da Qualidade
Prof. da Faculdade Atenas Maranhense - FAMA
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Carteiras recomendadas convergem para maior exposição a bens de capital
Por outro lado, cresce ceticismo de analistas frente a setores ligados à expansão do crédito, com ciclo de alta da Selic
SÃO PAULO - Em alta com analistas, os setores de bens de capital e energia destacam-se entre recomendações para este mês de junho. Em contrapartida, expectativas de maior aperto monetário prejudicam a avaliação de curto prazo para segmentos ligados à expansão do crédito.
Ao compararem-se as carteiras sugeridas, é nítida a postura um pouco mais conservadora de analistas frente a setores que obtiveram grande destaque recentemente, como os ligados ao consumo doméstico e à exportação de commodities.
Por outro lado, o destaque positivo dado aos bens de capital segue em linha com os dados divulgados na terça-feira (3) pelo IBGE sobre o mês de abril, que apontam crescimento da produção no setor de 21,0% em 12 meses e 1,6% na passagem mensal.
Reflexo do aperto
Muito deste ceticismo responde a expectativas um pouco menos favoráveis para a concessão de crédito, dado o cenário pouco animador para inflação e a já esperada resposta firme da autoridade monetária brasileira, com previsão de ciclo de alta da taxa básica de juro.
De acordo com analistas do HSBC, os segmentos que dependem diretamente do aumento do crédito para crescer poderão sofrer no curto prazo, dada a opção das autoridades por restringi-lo, a fim de conter a demanda agregada.
Deste modo, a instituição recomenda menor exposição aos setores bancário e varejo, este também pressionado pelo aumento da inadimplência. Foram retirados de sua carteira os papéis de B2W (BTOW3), Unibanco (UBBR11) e MRV (MRVE3).
Divergências: Bancos
Por outro lado, analistas do Unibanco entendem que os ainda bons fundamentos do setor financeiro justificam apostas, com expectativa de reversão do desempenho desfavorável do primeiro trimestre. Destacam os efeitos positivos que o IPO da Visanet poderia ter para os papéis dos recomendados Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4).
No mesmo sentido, a corretora Socopa aposta em bom desempenho do setor financeiro, aumentando a exposição de sua carteira aos papéis do Unibanco (UBBR11), entendendo que os papéis do segmento bancário encontram-se descontados em relação ao restante do mercado.
Consenso: Bens de Capital e Energia
Recomendando aumento da exposição ao segmento de energia, o HSBC entende que "o encerramento do processo de revisão tarifária poderá acelerar o movimento de consolidação no setor", aliado ao forte consumo industrial.
Este também embasa a expectativa positiva em torno das indústrias de bens de capital, que operam em elevados níveis de capacidade instalada. Com esta perspectiva, os analistas da instituição incluíram em sua carteira os papéis de Indústrias Romi (ROMI3) e AES Tietê (GETI4).
Destacando o vigoroso crescimento das encomendas de bens de capital, a corretora Ativa incluiu em sua carteira os papéis da WEG (WEGE3), com importante fornecimento de equipamentos para geração e transmissão de energia, assim como para a Cemig (CMIG4), que inicia processo favorável de reajuste de preços.
No mesmo sentido, os analistas do Unibanco adicionaram a WEG entre suas Top Picks, com expectativas positivas para os resultados do segundo trimestre deste ano.
Para além do curto prazo, os novos projetos relacionados a centrais hidrelétricas e bagaço de cana devem manter forte a demanda do setor de energia por seus produtos. Já a corretora Socopa aposta nos papéis da Iochpe-Maxion (MYPK3) para aproveitar o aquecimento do setor de bens de capital, bem como a retomada do segmento de vagões.
Do portal www.infomoney.com.br
SÃO PAULO - Em alta com analistas, os setores de bens de capital e energia destacam-se entre recomendações para este mês de junho. Em contrapartida, expectativas de maior aperto monetário prejudicam a avaliação de curto prazo para segmentos ligados à expansão do crédito.
Ao compararem-se as carteiras sugeridas, é nítida a postura um pouco mais conservadora de analistas frente a setores que obtiveram grande destaque recentemente, como os ligados ao consumo doméstico e à exportação de commodities.
Por outro lado, o destaque positivo dado aos bens de capital segue em linha com os dados divulgados na terça-feira (3) pelo IBGE sobre o mês de abril, que apontam crescimento da produção no setor de 21,0% em 12 meses e 1,6% na passagem mensal.
Reflexo do aperto
Muito deste ceticismo responde a expectativas um pouco menos favoráveis para a concessão de crédito, dado o cenário pouco animador para inflação e a já esperada resposta firme da autoridade monetária brasileira, com previsão de ciclo de alta da taxa básica de juro.
De acordo com analistas do HSBC, os segmentos que dependem diretamente do aumento do crédito para crescer poderão sofrer no curto prazo, dada a opção das autoridades por restringi-lo, a fim de conter a demanda agregada.
Deste modo, a instituição recomenda menor exposição aos setores bancário e varejo, este também pressionado pelo aumento da inadimplência. Foram retirados de sua carteira os papéis de B2W (BTOW3), Unibanco (UBBR11) e MRV (MRVE3).
Divergências: Bancos
Por outro lado, analistas do Unibanco entendem que os ainda bons fundamentos do setor financeiro justificam apostas, com expectativa de reversão do desempenho desfavorável do primeiro trimestre. Destacam os efeitos positivos que o IPO da Visanet poderia ter para os papéis dos recomendados Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4).
No mesmo sentido, a corretora Socopa aposta em bom desempenho do setor financeiro, aumentando a exposição de sua carteira aos papéis do Unibanco (UBBR11), entendendo que os papéis do segmento bancário encontram-se descontados em relação ao restante do mercado.
Consenso: Bens de Capital e Energia
Recomendando aumento da exposição ao segmento de energia, o HSBC entende que "o encerramento do processo de revisão tarifária poderá acelerar o movimento de consolidação no setor", aliado ao forte consumo industrial.
Este também embasa a expectativa positiva em torno das indústrias de bens de capital, que operam em elevados níveis de capacidade instalada. Com esta perspectiva, os analistas da instituição incluíram em sua carteira os papéis de Indústrias Romi (ROMI3) e AES Tietê (GETI4).
Destacando o vigoroso crescimento das encomendas de bens de capital, a corretora Ativa incluiu em sua carteira os papéis da WEG (WEGE3), com importante fornecimento de equipamentos para geração e transmissão de energia, assim como para a Cemig (CMIG4), que inicia processo favorável de reajuste de preços.
No mesmo sentido, os analistas do Unibanco adicionaram a WEG entre suas Top Picks, com expectativas positivas para os resultados do segundo trimestre deste ano.
Para além do curto prazo, os novos projetos relacionados a centrais hidrelétricas e bagaço de cana devem manter forte a demanda do setor de energia por seus produtos. Já a corretora Socopa aposta nos papéis da Iochpe-Maxion (MYPK3) para aproveitar o aquecimento do setor de bens de capital, bem como a retomada do segmento de vagões.
Do portal www.infomoney.com.br
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Profissionais muito qualificados podem ter de aceitar salário incompatível
A empregabilidade do profissional muito qualificado depende do cenário econômico pelo qual passa o País. Em época de vacas magras, é possível que encontremos alguém com doutorado e experiência internacional reclamando do fato de que está à procura de um emprego há mais de seis meses, e que nada encontra.
Na sua consciência, você sabe que não é verdade. Uma pessoa com um currículo desses não pode simplesmente não achar emprego! Você está, provavelmente, certo. De acordo com o responsável pela pesquisa salarial da Catho, Mário Fagundes, as empresas raramente descartam um profissional overqualified (superqualificado) porque acreditam que não irão conseguir pagar por ele.
"A maioria das companhias pensaria: opa, vamos aproveitar esse candidato. Vamos contratar o pós-graduado e pagar salário de graduado", explica. Mas é claro que isso não pode ser generalizado. Além disso, em um bom momento econômico, como o que estamos vivendo agora, as empresas sofrem com escassez de mão-de-obra qualificada, pagando muito bem por ela. "É o caso do setor de engenharia", acrescenta.
Salário incompatível e falta de motivação
A conclusão que se chega é de que alguém superqualificado não passa grandes dificuldades para encontrar emprego. Porém, muitas vezes, diante de um cenário econômico ruim, ele pode ter de aceitar cargos mais baixos na hierarquia e salários menores, que não são compatíveis com seu know-how.
Não se trata propriamente de uma injustiça, uma vez que a contratação é uma via de mão dupla: as duas partes concordam com os termos da relação empregatícia. O problema é que isso pode ocasionar a falta de motivação por parte do profissional. "Vai chegar um momento em que ele irá notar que a contribuição que dá à empresa é desproporcional com seu salário".
Outra hipótese é a de que a organização o contrate para um cargo que não necessite tanto conhecimento ou experiência. "No processo seletivo, é comum as empresas exigirem qualificações e competências que vão além daquilo que é importante para a função. Isso ocorre em menos de 50% das vezes, mas é comum", adverte o gerente da Page Personnel (unidade de negócio do grupo Michael Page International), Igor Schultz.
O contratado costuma ter expectativas em relação ao trabalho que jamais serão cumpridas. "Como é muito qualificado, geralmente o profissional espera ser mais estratégico. Mas, se as atividades desenvolvidas não requererem tanta teoria, sendo mais operacionais, ele fica desmotivado. Às vezes, deixa a empresa", explica.
Idade e o mito do preconceito
Não existe preconceito por parte das empresas com relação ao overqualified, mas pesquisas indicam que há preconceito com relação à idade. "No entanto, a idade não tem uma relação direta com a qualificação e a experiência profissional", pondera o responsável pela pesquisa salarial da Catho, que ainda conclui: "a empregabilidade dos mais velhos qualificados é maior do que dos mais velhos com menos escolaridade".
O gerente geral da área de cursos da Catho, Rodolfo Ohl, concorda. "Não há preconceito. O profissional de Recursos Humanos do Brasil tem a mentalidade aberta. A questão, independentemente da qualificação, é se o candidato ao emprego é a peça-chave que a empresa procurava para completar seu time".
Quanto ao preconceito, por parte do contratante, originado da insegurança de ter que trabalhar com alguém que possa demonstrar mais capacidade, crescendo, desta maneira, na hierarquia, somente ocorre quando a organização é muito atrasada (ou o chefe que participa do processo seletivo é muito inseguro). "Bill Gates uma vez disse que sempre procurava contratar pessoas mais inteligentes do que ele. O empresário também disse que uma empresa é formada por constelação, e não por estrelas isoladas", lembra Ohl. Não tenha medo de investir na carreira.
A dica de Fagundes é: não tenha receio de investir na carreira. "Para ter sucesso profissional, são necessárias duas coisas: fazer o que gosta e ser o melhor naquilo que faz. E para ser o melhor, é preciso ter técnica, conhecimento teórico, formação", sublinha. "Em algum momento da conjuntura econômica, o superqualificado pode se sentir um pouco injustiçado, mas, sem dúvida, a qualificação é um investimento futuro".
Do portal UOL Economia (www.uol.com.br/economia)
Na sua consciência, você sabe que não é verdade. Uma pessoa com um currículo desses não pode simplesmente não achar emprego! Você está, provavelmente, certo. De acordo com o responsável pela pesquisa salarial da Catho, Mário Fagundes, as empresas raramente descartam um profissional overqualified (superqualificado) porque acreditam que não irão conseguir pagar por ele.
"A maioria das companhias pensaria: opa, vamos aproveitar esse candidato. Vamos contratar o pós-graduado e pagar salário de graduado", explica. Mas é claro que isso não pode ser generalizado. Além disso, em um bom momento econômico, como o que estamos vivendo agora, as empresas sofrem com escassez de mão-de-obra qualificada, pagando muito bem por ela. "É o caso do setor de engenharia", acrescenta.
Salário incompatível e falta de motivação
A conclusão que se chega é de que alguém superqualificado não passa grandes dificuldades para encontrar emprego. Porém, muitas vezes, diante de um cenário econômico ruim, ele pode ter de aceitar cargos mais baixos na hierarquia e salários menores, que não são compatíveis com seu know-how.
Não se trata propriamente de uma injustiça, uma vez que a contratação é uma via de mão dupla: as duas partes concordam com os termos da relação empregatícia. O problema é que isso pode ocasionar a falta de motivação por parte do profissional. "Vai chegar um momento em que ele irá notar que a contribuição que dá à empresa é desproporcional com seu salário".
Outra hipótese é a de que a organização o contrate para um cargo que não necessite tanto conhecimento ou experiência. "No processo seletivo, é comum as empresas exigirem qualificações e competências que vão além daquilo que é importante para a função. Isso ocorre em menos de 50% das vezes, mas é comum", adverte o gerente da Page Personnel (unidade de negócio do grupo Michael Page International), Igor Schultz.
O contratado costuma ter expectativas em relação ao trabalho que jamais serão cumpridas. "Como é muito qualificado, geralmente o profissional espera ser mais estratégico. Mas, se as atividades desenvolvidas não requererem tanta teoria, sendo mais operacionais, ele fica desmotivado. Às vezes, deixa a empresa", explica.
Idade e o mito do preconceito
Não existe preconceito por parte das empresas com relação ao overqualified, mas pesquisas indicam que há preconceito com relação à idade. "No entanto, a idade não tem uma relação direta com a qualificação e a experiência profissional", pondera o responsável pela pesquisa salarial da Catho, que ainda conclui: "a empregabilidade dos mais velhos qualificados é maior do que dos mais velhos com menos escolaridade".
O gerente geral da área de cursos da Catho, Rodolfo Ohl, concorda. "Não há preconceito. O profissional de Recursos Humanos do Brasil tem a mentalidade aberta. A questão, independentemente da qualificação, é se o candidato ao emprego é a peça-chave que a empresa procurava para completar seu time".
Quanto ao preconceito, por parte do contratante, originado da insegurança de ter que trabalhar com alguém que possa demonstrar mais capacidade, crescendo, desta maneira, na hierarquia, somente ocorre quando a organização é muito atrasada (ou o chefe que participa do processo seletivo é muito inseguro). "Bill Gates uma vez disse que sempre procurava contratar pessoas mais inteligentes do que ele. O empresário também disse que uma empresa é formada por constelação, e não por estrelas isoladas", lembra Ohl. Não tenha medo de investir na carreira.
A dica de Fagundes é: não tenha receio de investir na carreira. "Para ter sucesso profissional, são necessárias duas coisas: fazer o que gosta e ser o melhor naquilo que faz. E para ser o melhor, é preciso ter técnica, conhecimento teórico, formação", sublinha. "Em algum momento da conjuntura econômica, o superqualificado pode se sentir um pouco injustiçado, mas, sem dúvida, a qualificação é um investimento futuro".
Do portal UOL Economia (www.uol.com.br/economia)
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